ECAM NO GEO FOR GOOD

ECAM NO GEO FOR GOOD

Geo for Good Summit é um evento promovido pela Google Solidário que reúne, anualmente, pessoas de todo o mundo – envolvidas com mapeamentos em diversas áreas – para compartilharem resultados e experiências na utilização da ferramenta Google Earth.
O encontro desse ano (2019) contou com a presença de Muryel Arantes (Coordenadora de projetos da Ecam), Patrícia Costa (Associação Quilombola dos Remanescentes do Alto Pirativa – AQRAP) e Gonzalo Pallardó (Google São Paulo), que apresentaram a sessão “Mapping in Quilombola Communities of Amazonia with Google Earth”.

Confira abaixo a entrevista com Muryel Arantes, geógrafa e mestra em gestão ambiental e territorial.

1.  Mury, sabemos que o Geo For Good é um evento mundial que acontece anualmente. Pode contar um pouquinho pra gente qual foi a proposta deste ano?
Neste ano, a proposta foi juntar o Summit do Google Engine com o Google solidário, ambos fazem parte do Google Earth. Lá tivemos cientistas, povos tradicionais, gestores de projetos, empresas privadas. O nosso grupo mesmo retrata isso muito bem, pois foi formado por representantes de uma oscip, uma associação quilombola e uma empresa. Essa diversidade é incrível!

2. E o que vocês compartilharam na apresentação “Mapping in Quilombola Communities of Amazonia with Google Earth”?
Falamos sobre a Ecam, nossa missão, nossos programas Compartilhando Mundos e Novas Tecnologias e povos tradicionais, e apresentamos alguns números que temos até agora. A cereja do bolo foi a apresentação do trabalho de pesquisa, especificamente com coleta de dados socioeconômicos, que a Patrícia coordena no Quilombo Alto do Pirativa-AP, após realizar as capacitações em ODK, Google Earth e Análise de dados. Ela contou sobre como foram as capacitações dentro dos programas, as pesquisas, as perguntas, além da avaliação sobre todo o processo. Segundo ela, o melhor desse projeto foi que foi feito ‘de nós pra nós’, ou seja, eles não dependeram de pesquisadores externos à comunidade, os próprios comunitários fizeram os levantamentos e as análises dos dados socioeconômicos.

3.  Como foi participar dessa experiência e ter a oportunidade de apresentá-la em um evento mundial?
Vejo como um momento de celebração. É como parar durante uma caminhada e olhar o percurso feito, os ganhos que tivemos. Pra mim, foi uma honra participar desse momento e constatar tudo de bom que foi feito no processo até aqui e imaginar que na cabeça de cada pessoa capacitada fica uma inspiração, um saber a mais, um contato conosco pra tirar dúvidas e orientar. Isso por si só é muito bom! E mostrar isso pro mundo é mais ainda.
Deixo aqui também a minha admiração pelo trabalho da Meline (Coordenadora do Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais na Ecam) nessas capacitações, foi uma empreitada e tanto! Além disso, foi bem inovador porque temos um gap de dados quilombolas no Brasil.

4.  Qual foi o feedback que vocês obtiveram por parte do público?
Infelizmente, não houve tempo para perguntas na sessão, porém muitas pessoas se interessaram pelo trabalho, em especial pelas informações que a gente levanta e como que isso se relacionada com as políticas públicas. Fomos bastante perguntados também sobre o que a Ecam faz, e a Patrícia contou muitas histórias do seu Quilombo e sobre a articulação da CONAQ. O evento é formado por estes instantes de ‘pesca’, digamos assim, porque tudo é muito interessante e num volume muito alto. De modo geral, as pessoas conversam um pouco, pegam um cartão e, acredito eu, que vão digerindo isso com o tempo. Tem sido assim comigo.

5. De todo o aprendizado, qual mais te inspirou?
Entender que uma ferramenta, por mais incrível que seja, só existe de fato quando as pessoas usam, quando aderem. O Google tem tido muito sucesso em simplificar o geoprocessamento, e nós devemos aproveitar melhor isso.

6. De forma geral, o que essa experiência significou para você?
Foi um marco na minha carreira. Eu valorizei muito esse espaço e a confiança depositada em mim para representar esse projeto, essa instituição, e um pouquinho da voz dos quilombolas. E teve muito geoprocessamento com sentido, com aplicabilidade, e isso é muito inspirador e energizante pra mim. Aproveitei muito bem cada segundo.

Saiba mais sobre os programas Novas Tecnologias e  Compartilhando Mundos aqui.

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