Mapeamento Cultural e Gestão Territorial de Terras Indígenas: O Uso dos Etnomapas

Mapeamento Cultural e Gestão Territorial de Terras Indígenas: O Uso dos Etnomapas
          A gestão dos territórios é o que se pretende alcançar com as discussões e planejamento do uso do território, seja ele o global, nacional, as grandes e pequenas cidades, o rural ou as comunidades tradicionais. São diversos os interesses e objetivos para se chegar à gestão, contando com várias ferramentas entre elas a cartografia.
          A Cartografia surge como uma ferramenta para o conhecimento de territórios. Mas, como outras ciências, também sofreu mudanças ao longo do tempo, sendo na sua criação uma cartografia apenas vinculada ao poder estatal e aos grandes detentores de poder. Atualmente vem estando presente nas representações vinculadas às comunidades tradicionais e usada inclusive, como uma forma para exigir direitos e manifestar reivindicações políticas desses grupos para o Estado.
          Os mapas são vistos como instrumentos para representar determinadas características do espaço geográfico, sempre estiveram historicamente ligados a diversas sociedades e o seu uso às mais variadas funções. Mas por muito tempo os mapas estavam vinculados somente às relações de poder da sociedade e às disputas por territórios.
          Com a inserção de novas tecnologias e de novos olhares sobre os povos e comunidades indígenas, a cartografia tomou espaço nos territórios tradicionais, não como uma cartografia ocidental, mas sim como uma ferramenta sociocultural que busca mapear as características da cultura, dos costumes, da tradição, dos usos dos recursos naturais e do território tradicional.
          Na representação do espaço, os mapas cartográficos ocidentais diferem dos mapas culturais, enquanto os primeiros se limitam à uma representação objetiva do espaço com diversas regras de uso e de elaboração, os mapas culturais visam construir as representações a partir da cartografia étnica de diferentes territórios e territorialidades, propondo a representação a partir da percepção das comunidades sobre seu espaço.
Quer saber mais? Consulte a dissertação completa em: http://ecam.org.br/wp-content/uploads/2018/11/2014_MelineCabralMachado.pdf

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Meline Machado
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Geógrafa e mestre em Gestão Ambiental e Territorial (tendo como eixo temático: cartografia étnica do território nacional) e está na coordenação do Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais na Ecam.

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