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04/07/2025

By Ecam

Embaixada do Reino dos Países Baixos Reúne Lideranças para Lançar Estudo sobre Inserção do Agro Brasileiro no Mercado de Carbono

Embaixada do Reino dos Países Baixos Reúne Lideranças para Lançar Estudo sobre Inserção do Agro Brasileiro no Mercado de Carbono

A Embaixada do Reino dos Países Baixos realizou, na manhã desta quarta-feira (2), um café da manhã na Residência Oficial, em Brasília, para o lançamento do estudo “Oportunidades e Desafios para a Inserção do Agro Brasileiro no Mercado de Carbono”. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Ecam e a ReSeed, reuniu representantes de diversas instituições públicas e privadas comprometidas com o avanço da economia de baixo carbono no país.

O evento contou com a presença de autoridades parlamentares e de representantes do setor produtivo e da sociedade civil, reforçando a relevância do tema em um momento estratégico para o Brasil. Participaram, entre outros, o chefe de Gabinete do deputado Pedro Lupion (presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária), Luís Fernando; o assessor do deputado Arnaldo Jardim, Ziraldo Santos; e o assessor do deputado Aliel Machado, Rogério Vilela, relator da Lei do Mercado de Carbono, sancionada em dezembro de 2024.

Durante a abertura, o chefe do Departamento Agrícola da Embaixada, Paul van de Logt, destacou o compromisso histórico dos Países Baixos com o fortalecimento de parcerias que aproximem inovação, sustentabilidade e agricultura. “Este estudo nasce da convicção de que o agro brasileiro pode ter uma posição de liderança global, mas para isso precisamos garantir segurança técnica, transparência e mecanismos de incentivo que contemplem também os pequenos e médios produtores. O mercado de carbono é uma oportunidade de transformação, e estamos muito satisfeitos em contribuir com este diálogo”, afirmou.

O documento lançado consolida diagnósticos e análises sobre os principais fatores que podem favorecer ou dificultar a participação do agro brasileiro no mercado voluntário de carbono, especialmente após a aprovação da Lei nº 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e retirou o setor agropecuário do mercado regulado. O estudo também traz exemplos de iniciativas que já estão em andamento, como projetos de valorização de créditos de carbono gerados por pequenos produtores de cacau no Pará e de erva-mate no Sul do país.

Para Vasco Rosmallen, CEO da ReSeed, o estudo é um convite à ação: “O agro brasileiro já entrega serviços ambientais todos os dias, e isso precisa ser reconhecido de maneira concreta. Pequenos e médios produtores têm um papel decisivo na regeneração ambiental e na conservação dos estoques de carbono. O que apresentamos aqui é um ponto de partida para que essas práticas sejam valorizadas e remuneradas de forma justa. Este trabalho é fruto de uma construção coletiva, e esperamos que ele sirva como referência para decisões estratégicas nos próximos anos.”

O encontro também reforçou o caráter colaborativo da iniciativa, que envolveu diálogos com especialistas, representantes de entidades setoriais e parlamentares. Durante o evento, foi ressaltada a importância de que o Brasil chegue à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontecerá em novembro deste ano em Belém do Pará, com propostas estruturadas e experiências concretas que possam posicionar o país como protagonista no debate climático.

O chefe de Gabinete do deputado Pedro Lupion, Luís Fernando, destacou que a Frente Parlamentar da Agropecuária acompanha de perto as discussões e reconhece a relevância de construir soluções de mercado que dialoguem com a realidade do produtor rural brasileiro. Também marcaram presença o assessor Ziraldo Santos, representante do deputado Arnaldo Jardim, e Rogério Vilela, assessor do deputado Aliel Machado, que relatou o Projeto de Lei do Mercado de Carbono, e reforçou o compromisso do Congresso em avançar na regulamentação do tema.

O café da manhã foi encerrado com uma mensagem de mobilização: a necessidade de transformar conhecimento técnico e experiências regionais em políticas públicas, investimentos e oportunidades que beneficiem toda a cadeia produtiva.

O estudo completo será disponibilizado gratuitamente a entidades, parlamentares e empresas interessadas em contribuir para uma transição justa e efetiva do agro brasileiro rumo à economia de baixo carbono.

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