{"id":3851,"date":"2020-07-15T17:47:10","date_gmt":"2020-07-15T20:47:10","guid":{"rendered":"http:\/\/dupladinamica.com.br\/?p=3851"},"modified":"2020-07-16T21:20:35","modified_gmt":"2020-07-17T00:20:35","slug":"vulnerabilidade-nas-comunidades-tradicionais-da-amazonia-diante-da-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/noticias-e-editais\/noticias\/vulnerabilidade-nas-comunidades-tradicionais-da-amazonia-diante-da-covid-19\/","title":{"rendered":"Mapas mostram a vulnerabilidade nas comunidades tradicionais da Amaz\u00f4nia diante da pandemia de COVID-19"},"content":{"rendered":"<p><i>Al\u00e9m dos imensos desafios j\u00e1 conhecidos sobre reconhecimento e prote\u00e7\u00e3o territorial,\u00a0 Ind\u00edgenas e Quilombolas v\u00eam enfrentando novos desafios na pandemia.<\/i><\/p>\n<p>Povos e comunidades tradicionais est\u00e3o entre os mais vulner\u00e1veis diante do novo Coronav\u00edrus. Nas aldeias e nos quilombos, a situa\u00e7\u00e3o se agrava ainda por v\u00e1rios fatores, entre eles o n\u00e3o escoamento da produ\u00e7\u00e3o que afeta diretamente a seguran\u00e7a alimentar nos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>A maior parte da renda das comunidades vem da agricultura, realizada pela pr\u00f3pria comunidade, muitas vezes sem apoio de pol\u00edticas efetivas de Estado voltadas ao fomento,\u00a0 melhoria e organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da agricultura familiar.\u00a0Assim, esses desafios j\u00e1 existentes\u00a0s\u00e3o agravados\u00a0com a pandemia e\u00a0tornam ainda mais dif\u00edcil a vida de milhares de fam\u00edlias de territ\u00f3rios tradicionais, pelo fato de agora estarem impossibilitadas de comercializar seus produtos nos munic\u00edpios mais pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>Muitas dessas comunidades tamb\u00e9m n\u00e3o conseguem acessar o aux\u00edlio emergencial de iniciativa do Estado, devido a diferentes fatores, como: o n\u00e3o acesso \u00e0 tecnologia e ferramenta necess\u00e1ria (celular, internet e sinal de telefonia), problemas em efetuar o cadastro, falta de assist\u00eancia para sanar d\u00favidas, entre muitas outras.<\/p>\n<p>Especificamente nas comunidades tradicionais da Regi\u00e3o da Calha Norte h\u00e1 um complexo aglomerado de \u00e1reas protegidas, tais como terras ind\u00edgenas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e territ\u00f3rios quilombolas (que em alguns casos est\u00e3o sobrepostas).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-3852\" title=\"\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa-01-1024x596.png\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa-01-1024x596.png 1024w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa-01-300x175.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa-01-768x447.png 768w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa-01.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Localiza\u00e7\u00e3o de parte das \u00e1reas protegidas (Terras ind\u00edgenas e Territ\u00f3rios Quilombolas) da Calha Norte.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Esses territ\u00f3rios s\u00e3o de dif\u00edcil acesso e o deslocamento \u00e9 feito, principalmente, por via fluvial, o que encarece o transporte dos produtos para com\u00e9rcio. Com as restri\u00e7\u00f5es de deslocamento entre munic\u00edpios, devido \u00e0s medidas de conten\u00e7\u00e3o ao Coronav\u00edrus, esse transporte se torna ainda mais dif\u00edcil, muito embora essa medida seja necess\u00e1ria no atual momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A falta de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas afeta o reconhecimento, infraestrutura, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e outros direitos das comunidades Quilombolas e Ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Essa realidade em um cen\u00e1rio de pandemia de COVID-19 representa um risco ainda mais grave para os Ind\u00edgenas e Quilombolas. \u00c9 preciso compreender que essa amea\u00e7a n\u00e3o atinge as comunidades da mesma maneira que em outras popula\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, porque esta doen\u00e7a tem um tipo de progress\u00e3o baseada em indicadores socioecon\u00f4micos e de infraestrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os impactos da pandemia s\u00e3o numerosos e est\u00e3o afetando as comunidades. Hoje, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel dizer que deixar\u00e3o sua marca no futuro. Por isso, \u00e9 essencial criar estrat\u00e9gias com as comunidades para minimizar esses impactos, fortalecendo a gera\u00e7\u00e3o de renda, o reconhecimento e a visibilidade dessas comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Diante deste contexto, os mapas aqui apresentados mostram diferentes n\u00edveis de vulnerabilidade nesse cen\u00e1rio que \u00e9 de crise sanit\u00e1ria, econ\u00f4mica e social. A base desta an\u00e1lise foi o conhecimento de diversos fatores que influenciam, e por vezes at\u00e9 determinam, o n\u00edvel de impacto da chegada do v\u00edrus. Inicialmente, foram analisados diversos dados oriundos das comunidades quilombolas e ind\u00edgenas que vivem na margem dos Rios\u00a0 Mapuera, Cachorro e Nhamund\u00e1, Trombetas, Cumin\u00e1\/Erepecuru e Ariramba.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O principal objetivo desta an\u00e1lise \u00e9 dar visibilidade \u00e0s diferentes realidades das popula\u00e7\u00f5es tradicionais da Amaz\u00f4nia diante desta\u00a0 pandemia, uma vez que estas informa\u00e7\u00f5es podem subsidiar a prioriza\u00e7\u00e3o de medidas de conting\u00eancia e apoio, seja de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais ou governamentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ao analisar os dados, foi levada em considera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m a forma com que eles se relacionam entre si, para entender, por exemplo, como a presen\u00e7a de uma pista de pouso, aliada a aus\u00eancia de um profissional de sa\u00fade e uma alta porcentagem de popula\u00e7\u00e3o idosa, pode tornar uma aldeia mais vulner\u00e1vel do que outra. Assim, \u00e9 poss\u00edvel mostrar quais s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias e onde elas devem ser implementadas de forma mais emergencial. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 complexa e por isso exige analisar mais do que n\u00fameros, \u00e9 necess\u00e1rio procurar sua origem, localiza\u00e7\u00e3o, extens\u00e3o e, principalmente, como eles podem se correlacionar com outros dados de campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Esse mapeamento foi realizado com base no m\u00e9todo de An\u00e1lise Multicrit\u00e9rio. O resultado \u00e9 mostrado em tr\u00eas escalas diferentes, considerando os dados mais importantes para aldeias, comunidades, territ\u00f3rios e munic\u00edpios.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3855 aligncenter\" title=\"\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa2-1024x346.png\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa2-1024x346.png 1024w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa2-300x101.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa2-768x260.png 768w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mapa2.png 1407w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Assim, os dados poder\u00e3o ser \u00fateis para fornecer o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es poss\u00edvel aos tomadores de decis\u00f5es em diferentes escalas: governamental, comunit\u00e1ria, empresarial, sociedade civil, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mas antes de explorar os resultados dos mapas, \u00e9 importante conhecer quem s\u00e3o os povos Ind\u00edgenas e Quilombolas da regi\u00e3o!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>POVOS IND\u00cdGENAS<\/strong><\/p>\n<p>Os mapas aqui apresentados envolvem diferentes povos Ind\u00edgenas que vivem nos rios Mapuera, Cachorro e Nhamund\u00e1. Esses povos utilizam os recursos naturais do territ\u00f3rio para a sua sobreviv\u00eancia por meio da ca\u00e7a, pesca e coleta. A demarca\u00e7\u00e3o da terra Ind\u00edgena tem import\u00e2ncia crucial para a sobreviv\u00eancia, qualidade de vida e reprodu\u00e7\u00e3o cultural desses povos que ali vivem. S\u00e3o tr\u00eas terras ind\u00edgenas apresentadas nos mapas:<\/p>\n<p><a title=\"\" href=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terra-ind\u00edgena.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3941 size-large\" title=\"\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terra-ind\u00edgena-1024x704.jpg\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"529\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terra-ind\u00edgena-1024x704.jpg 1024w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terra-ind\u00edgena-300x206.jpg 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terra-ind\u00edgena-768x528.jpg 768w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/terra-ind\u00edgena.jpg 1284w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nestas terras Ind\u00edgenas vivem as etnias:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3967 size-full\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Wai-Wai-004.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"627\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Wai-Wai-004.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Wai-Wai-004-300x188.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Wai-Wai-004-768x482.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3950 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Katxuyana-2.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Katxuyana-2.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Katxuyana-2-300x180.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Katxuyana-2-768x461.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3948 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Hexkaryana-2.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Hexkaryana-2.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Hexkaryana-2-300x180.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Hexkaryana-2-768x461.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/u\/2\/embed?mid=1DoqZEapj1sVUvzidcENl0NUPPjBdvZ5a\" width=\"800\" height=\"600\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><a href=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Indicadores-Quilombolas-e-Indigenas.xlsx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique AQUI para baixar a lista de indicadores Quilombolas e Indigenas<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><b>COMUNIDADES QUILOMBOLAS<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">As comunidades Quilombolas mapeadas s\u00e3o representadas pela Associa\u00e7\u00e3o das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Munic\u00edpio de Oriximin\u00e1 (ARQMO). Fundada em julho de 1989 para representar e organizar a luta das comunidades Quilombolas do munic\u00edpio, a ARQMO \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que representa 37 comunidades Quilombolas do munic\u00edpio de Oriximin\u00e1, no Par\u00e1. No total s\u00e3o oito associa\u00e7\u00f5es Quilombolas e seus respectivos territ\u00f3rios filiados com aproximadamente 4 mil fam\u00edlias Quilombolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os mapas apresentados envolvem 07 territ\u00f3rios quilombolas e suas comunidades que vivem nos rios Rio Trombetas, Cumin\u00e1\/Erepecuru e Ariramba, s\u00e3o eles:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3952 size-full\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Erepecuru-2.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Erepecuru-2.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Erepecuru-2-300x180.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Erepecuru-2-768x461.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3975 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ariramba-006.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"619\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ariramba-006.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ariramba-006-300x186.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Ariramba-006-768x475.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3954 size-full\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Agua-Fria-2.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"647\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Agua-Fria-2.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Agua-Fria-2-300x194.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Agua-Fria-2-768x497.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3958 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Area-Trombetas-1.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"648\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Area-Trombetas-1.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Area-Trombetas-1-300x194.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Area-Trombetas-1-768x498.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3956 size-full\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Alto-Trombetas-1-2.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"648\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Alto-Trombetas-1-2.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Alto-Trombetas-1-2-300x194.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Alto-Trombetas-1-2-768x498.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3962 size-full\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Boa-Vista-1.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"648\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Boa-Vista-1.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Boa-Vista-1-300x194.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Boa-Vista-1-768x498.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3964 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Cachoeira-Porteira-1.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"648\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Cachoeira-Porteira-1.png 1000w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Cachoeira-Porteira-1-300x194.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Cachoeira-Porteira-1-768x498.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m faz parte da regi\u00e3o o territ\u00f3rio Alto Trombetas II, localizado no mapa abaixo,\u00a0 mas os dados deste territ\u00f3rio n\u00e3o foram considerados neste mapeamento de risco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/u\/2\/embed?mid=1EqVo7FqAMyvBF5TI3tgIpV64GVpx8doU\" width=\"800\" height=\"600\"><\/iframe><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Indicadores-Quilombolas-e-Indigenas.xlsx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique AQUI para baixar a lista de indicadores Quilombolas e Indigenas<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>COMO A AN\u00c1LISE FOI FEITA <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para mapear a vulnerabilidade das comunidades diante do avan\u00e7o da pandemia consideramos diversos fatores que podem aumentar ou diminuir o risco na escala dos territ\u00f3rios, comunidades e munic\u00edpios. Ao todo foram analisados 17 indicadores oriundos das organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e dados prim\u00e1rios. Deste total de dados, 14 s\u00e3o comuns a Terras Ind\u00edgenas e Territ\u00f3rios Quilombolas. Isso significa que no caso das comunidades quilombolas foi poss\u00edvel analisar 3 indicadores a mais devido a coleta de dados feita pelas pr\u00f3prias comunidades durante as atividades do <a href=\"https:\/\/ecam.org.br\/en\/projetos-sociais\/\">Compartilhando Mundos<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os dados obtidos pelas organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias (ind\u00edgenas e quilombolas) vieram das seguintes associa\u00e7\u00f5es: APIM, CGPH, AIKATUK e APOIRCTRO; de associa\u00e7\u00f5es Quilombolas locais: ARQMO e suas filiadas. J\u00e1 os dados secund\u00e1rios das seguintes institui\u00e7\u00f5es governamentais: Secretaria Especial de Sa\u00fade Ind\u00edgena (SESAI), Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (FUNAI), Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas, Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (INCRA) e Instituto de Terras do Par\u00e1 (ITERPA).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ap\u00f3s a coleta e organiza\u00e7\u00e3o dos dados, foi realizado o trabalho de correla\u00e7\u00e3o de dados que nada mais \u00e9 do que compreender como juntos os fatores podem influenciar mais ou menos o n\u00edvel de vulnerabilidade das comunidades. Nesta etapa, dados demogr\u00e1ficos como tamanho e idade da popula\u00e7\u00e3o foram correlacionados aos de log\u00edstica. Isso porque aldeias com maior n\u00famero de pessoas e maior porcentagem de idosos j\u00e1 se inserem numa situa\u00e7\u00e3o de alerta, e se al\u00e9m disso a situa\u00e7\u00e3o log\u00edstica significar maior fluxo de pessoas esse alerta se torna maior, o risco aumenta. Uma aldeia com estas caracter\u00edsticas pode ser priorit\u00e1ria se comparada a uma comunidade menor, mais jovem e sem grandes fluxos de pessoas, por exemplo. No entanto, \u00e9 importante ressaltar que o mapeamento de risco n\u00e3o \u00e9 uma determina\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma ferramenta para cria\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias e estas dependem de decis\u00f5es que podem ser tomadas com base neste tipo de an\u00e1lise multicrit\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Um outro exemplo \u00e9 a import\u00e2ncia da seguran\u00e7a alimentar correlacionada \u00e0 log\u00edstica. As comunidades que possuem baixa variedade de alimentos produzidos\u00a0 e que ainda\u00a0 est\u00e3o impossibilitadas de escoar essa produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de complementar sua alimenta\u00e7\u00e3o pois a venda destes produtos \u00e9 fundamental para a compra de itens b\u00e1sicos como prote\u00edna e outros alimentos n\u00e3o produzidos na pr\u00f3pria comunidade. Isso impacta diretamente na sa\u00fade das pessoas. Uma situa\u00e7\u00e3o dessa aumenta o n\u00edvel de risco em tal comunidade e pode indicar urg\u00eancia\u00a0 de um apoio log\u00edstico, mesmo a crise sendo de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Esses e outros fatores foram considerados, sempre de forma conjunta, e podem ser explorados nos mapas disponibilizados. Importante ressaltar que, de modo geral, as popula\u00e7\u00f5es tradicionais de todo pa\u00eds fazem parte do grupo vulner\u00e1vel diante da pandemia, devido a escassa infraestrutura e baixa implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas \u00e0 realidade destas comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mas, diante do cen\u00e1rio ca\u00f3tico, priorizar recursos para determinadas a\u00e7\u00f5es mais emergenciais pode ser decisivo para a vida das popula\u00e7\u00f5es tradicionais. Dessa forma, esta an\u00e1lise foi constru\u00edda na tentativa de subsidiar tomadores de decis\u00e3o (de diferentes esferas) na elabora\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de conting\u00eancia mais efetivas e que contemplem toda a complexidade dos territ\u00f3rios tradicionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Vale ressaltar que a atualiza\u00e7\u00e3o constante destes dados, e suas correla\u00e7\u00f5es, \u00e9 fundamental para avaliar a mudan\u00e7a de cen\u00e1rio diante da atua\u00e7\u00e3o, ou falta de atua\u00e7\u00e3o,\u00a0 das institui\u00e7\u00f5es. A constante atualiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 importante para acompanhar o surgimento de\u00a0 novas situa\u00e7\u00f5es de riscos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00d5ES PRIORIT\u00c1RIAS PARA DIMINUI\u00c7\u00c3O DOS IMPACTOS DA COVID-19 NAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS E IND\u00cdGENAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Diante do cen\u00e1rio de vulnerabilidade destas comunidades, algumas a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias s\u00e3o necess\u00e1rias e algumas delas j\u00e1 est\u00e3o sendo realizadas por diferentes parceiros do terceiro setor, setor privado e p\u00fablico, como a doa\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas e kit de higiene para as comunidades, confec\u00e7\u00e3o e doa\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras de tecidos reutiliz\u00e1veis, constru\u00e7\u00e3o de material informativo sobre a preven\u00e7\u00e3o do Coronav\u00edrus, apoio no escoamento da produ\u00e7\u00e3o das aldeias e quilombos e apoio no interlocu\u00e7\u00e3o com as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mas \u00e9 necess\u00e1rio entender que estas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ser apenas pontuais, mas sim cont\u00ednuas durante todo o per\u00edodo de isolamento social, j\u00e1 outras devem ir al\u00e9m, sendo fortalecidas para o per\u00edodo p\u00f3s pandemia &#8211; como \u00e9 o caso do apoio no escoamento da produ\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a alimentar, fomentando o fortalecimento da economia\u00a0 nos quilombos e Terras Ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00c9 importante que se tenha atua\u00e7\u00e3o integrada dos diferentes setores na regi\u00e3o, como as associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, setor p\u00fablico, setor privado e terceiro setor. A atua\u00e7\u00e3o conjunta \u00e9 o caminho para garantir a seguran\u00e7a e sobreviv\u00eancia dessas comunidades neste momento de pandemia e tamb\u00e9m para diminuir os impactos socioecon\u00f4micos que ir\u00e3o se instalar p\u00f3s pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Por fim, se torna fundamental escalar as an\u00e1lises, como as que aqui foram apresentadas, para outros Estados e Regi\u00f5es, para obter informa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m de n\u00famero de casos confirmados, \u00f3bitos, recuperados, etc. E assim, de fato, adquirir instrumentos que permitam tomadas de decis\u00f5es mais certeiras e que diminuam o impacto da COVID-19 para as comunidades Quilombolas e Ind\u00edgenas do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/u\/2\/embed?mid=15olARwa9-EfLFQ7H-mWSo6kFmErj4DxR\" width=\"800\" height=\"600\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m dos imensos desafios j\u00e1 conhecidos sobre reconhecimento e prote\u00e7\u00e3o territorial,\u00a0 Ind\u00edgenas e Quilombolas v\u00eam enfrentando novos desafios na pandemia. Povos e comunidades tradicionais est\u00e3o entre os mais vulner\u00e1veis diante do novo Coronav\u00edrus. Nas aldeias e nos quilombos, a situa\u00e7\u00e3o se agrava ainda por v\u00e1rios fatores, entre eles o n\u00e3o escoamento da produ\u00e7\u00e3o que afeta [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":3993,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-3851","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3851","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3851"}],"version-history":[{"count":34,"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3851\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4053,"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3851\/revisions\/4053"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3993"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}