01/10/2018

Por Ecam

Pesquisa de comunidades quilombolas do Pará será apresentada em conferência do Google, nos Estados Unidos

Pesquisa de comunidades quilombolas do Pará será apresentada em conferência do Google, nos Estados Unidos

A apresentação é fruto de um trabalho desenvolvido pela Equipe de Conservação da Amazônia, da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombola do Município de Oriximiná e do próprio Google, com apoio da USAID, usando a tecnologia para mapear e mostrar a realidade de povos tradicionais

O Brasil e sua diversidade étnica estarão representados no encontro internacional Geo For Good, promovido pelo Google, em Sunnyvale (Califórnia) entre os dias 1º e 4 de outubro. O diretor da Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam), Vasco Van Roosmalen, e uma comitiva de especialistas da entidade vão apresentar o trabalho realizado com quilombolas da região da Calha Norte, no Pará, que levantou dados socioeconômicos usando plataformas ODK e Google Earth.

Desde 2015 a entidade começou a desenvolver os trabalhos, como parte do Projeto Novas Tecnologias e Povos Tradicionais, e tem ajudado os grupos quilombolas no desenvolvimento de seus planos de vida, parte importante do processo de titulação de terras. Para se ter uma ideia, recentemente os Territórios Alto Trombetas 1 e 2 foram reconhecidos e declarados pelo governo federal. O grande destaque da pesquisa realizada é que o grupo da ECAM levou a metodologia para que os próprios quilombolas fizessem os levantamentos conforme os reais interesses e necessidades da comunidade. A apresentação conta com a participação inclusive dos quilombolas Claudinete Colé e Rogério Pereira, lideranças na Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombola do Município de Oriximiná (ARQMO).

O encontro é destinado a especialistas em mapeamento e tecnologia de grupos sem fins lucrativos, que atuam em comunidades tradicionais pelo mundo. Foram selecionados poucos participantes, que passaram por rigoroso processo seletivo.

“É uma grande conquista levar a voz dos povos tradicionais da Amazônia para ser repercutida no mundo. Ao mesmo tempo que é um paradoxo unir tecnologia com as raízes étnicas do Brasil, é exatamente assim, unindo a história do país com o futuro, que podem ser vistos, ouvidos e atendidos no presente, garantindo a preservação e a perpetuação de seus costumes, tradições, valores e cultura”, destaca Vasco Van Roosmalen, da Ecam.

O trabalho também e implementado em parceria com o Programa Territórios Sustentáveis que é implementado pela Ecam, Imazon e Agenda Publica com apoio da Mineração Rio do Norte (MRN) e a USAID.

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