Projetos Sociais

A Ecam Projetos Sociais atua na implementação direta de programas e atividades com comunidades e grupos locais, testando e executando ações que viabilizem soluções práticas e sustentáveis de desenvolvimento.

Mais de 15 anos de experiência em projetos sociais.

Desde 2002, a Ecam trabalha com projetos de valorização de povos tradicionais e conservação ambiental. Com sua equipe multidisciplinar adquiriu, ao longo desses anos, uma ampla experiência em trabalhos sociais que colaboram para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e sustentável.

Sabemos que nosso país é um dos maiores beneficiários de riquezas culturais e naturais do mundo e também aquele que pode se tornar referência em desenvolvimento sustentável. Por isso, acreditamos que conservar o meio ambiente vai além do combate a queimadas, extração ilegal de madeira ou mesmo caça e pesca predatória, são necessárias soluções em desenvolvimento social conciliadas ao equilíbrio ambiental para mudar a atual realidade.

A Ecam Projetos Sociais trabalha com políticas e ações, alinhadas às novas tecnologias, que promovem a autonomia dos povos tradicionais e a conservação do meio ambiente. Há mais de 15 anos atuando lado a lado com essas populações, implementa projetos que estimulam a gestão territorial autônoma e manejo produtivo e sustentável de recursos naturais – uma saída para preservar o meio ambiente e ainda viabilizar às comunidades um futuro promissor e sustentável.

Temas que movem o trabalho da Ecam Projetos Sociais:

  • Tecnologia
  • Gestão territorial e ambiental
  • Economia
  • Governança
  • Mudanças climáticas
  • Biodiversidade

Ao longo desses anos, a Ecam Projeto Sociais adquiriu uma vasta experiência na utilização de instrumentos digitais, como ODK, Google Earth, mapeamento, geoprocessamento, levantamento e análise de dados, viabilizando às comunidades da floresta oportunidades justas de desenvolvimento e proteção ao seu ambiente. E para que essas e outras ações sejam proporcionadas, contamos com o apoio de vários parceiros que acreditam no potencial de desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Projeto Territórios
Sustentáveis – PTS

Gestão Integrada na Amazônia – Programa Territórios Sustentáveis

O Programa Territórios Sustentáveis acredita que é possível garantir que as pessoas da região amazônica tenham condições justas de desenvolvimento e oportunidades para uma vida melhor, respeitando as características de cada comunidade. Hoje em dia, o Programa atua na região amazônica do oeste do Pará, conhecida como Calha Norte. Os municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro enfrentam situações de desigualdade econômica crescente e um cenário de interações complexas.

Neste contexto, três organizações sociais – Imazon, Ecam e Agenda Pública – com o apoio da Mineração Rio do Norte (MRN) e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) – se uniram para pensar estratégias integradas que pudessem colaborar com o desenvolvimento local de forma sustentável, incluindo as populações residentes e o poder público. Atuando de maneira sistêmica, espera-se contribuir com a redução da dependência econômica da mineração na região no médio prazo.

O Programa Territórios Sustentáveis atua de forma integrada em cinco eixos: Gestão Pública, Capital Social, Quilombola, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente. Estes eixos foram levantados como prioridade baseados nos diagnósticos de território e norteiam o trabalho das três organizações pelos próximos 15 anos. O Programa foi construído como um modelo que pode ser implementado em diversos territórios da Amazônia que enfrentam desafios similares.

+ sobre o projeto

Responsabilidades dos cinco eixos: Gestão Pública: Apoio a gestão pública municipal por meio da criação de arranjos colaborativos que contribuam para a implantação de políticas públicas mais eficientes, aumentando o acesso da população a serviços públicos de qualidade. Capital Social: Apoio às comunidades e lideranças em sua organização, buscando melhorar a sua participação em reuniões de conselhos e conferências. O objetivo é ajudar a população a exercer seus direitos e deveres Desenvolvimento Econômico: Apoio ao desenvolvimento e melhoria da economia por meio das cadeias produtivas desenvolvidas (como a castanha, copaíba, pesca, movelaria, madeira, pecuária, agricultura, turismo) e potenciais em cada município, considerando a conservação de áreas protegidas e a preservação de culturas tradicionais. Gestão Ambiental: Apoio direto às secretarias de meio ambiente para garantir a conservação, as licenças de novas atividades nos municípios e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Quilombola: Apoio as comunidades quilombolas em sua organização. O objetivo é fortalecer as suas organizações, sua governança e gestão comunitário promovendo oficinas de planejamento, capacitações, encontros e reuniões que potencializam a atuação de suas organizações nos processos de relacionamento com os outros atores da região e nos seus planejamentos comunitários.

Pecuária Sustentável

A expansão da Pecuária Sustentável para os municípios de Prainha, Monte Alegre e Santarém, surgiu a partir da consolidação do projeto Pecuária Verde, realizado em Paragominas, que serve de modelo para outras iniciativas, como a do projeto implementado no município de Oriximiná, por meio do Programa Territórios Sustentáveis, que comprovou que o projeto além de ser uma alternativa viável é um investimento seguro que possibilita não somente o aumento da produtividade em áreas menores (lotação/hectares), como também a alto-estima dos pecuaristas e o ganho socioambiental.

O projeto tem como objetivo debater junto aos pecuaristas dos municípios do Baixo Amazonas (Prainha, Monte Alegre e Santarém) a adoção de práticas que visem o aumento da produtividade, melhorias nas condições de vida humana e animal, recuperação de áreas degradadas e a preservação dos mananciais. A iniciativa concilia orientações técnicas e mudanças de hábitos que fazem com que a pecuária seja vista de uma forma sustentável e lucrativa.

A iniciativa é realizada pela Ecam PS, com apoio financeiro da Associação para Preservação da Floresta Tropical da Suécia (Regnskogsforeningen), e em parceria com o poder público e de organizações sociais como a Secretaria Municipal de Produção de Prainha (Semup), Sindicato dos Produtores Rurais de Monte Alegre (Sinpruma) e Sindicato Rural de Santarém.

Programa Novas Tecnologias
e Povos Tradicionais

Desde 2007, o Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais vem apoiando povos indígenas, quilombolas e pequenos produtores na implementação de suas práticas relacionadas ao uso sustentável de seus territórios, por meio de atividades que envolvem ações formativas, onde são compartilhados os conhecimentos para o uso das ferramentas e suporte para as atividades de campo e levantamento de dados.

O objetivo do programa é promover o uso de ferramentas acessíveis e gratuitas do Google, como o Google Earth, ODK e Youtube. Essas tecnologias podem apoiar práticas relacionadas à gestão dos territórios e dar visibilidade para as histórias e reivindicações das comunidades.

O material é o produto de uma colaboração de longo prazo entre o Google Earth Solidário, a Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam) e várias comunidades que estiveram envolvidas ao longo desses 12 anos de trabalho. Essa iniciativa também inclui os parceiros Associação Metareilá do Povo Indígena Surui (Gamebey), Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, Associação de Remanescentes Quilombolas – ARQMO, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ, Natura e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional USAID.

O chefe do povo Paiter Suruí no estado de Rondônia, no Brasil, conheceu o Google Earth e entrou o contato com a equipe Google Earth Solidário. O objetivo dele era buscar no Google Earth o apoio para as necessidades de mapeamento do Suruí para a preservação ambiental e cultural. Foi assim que o projeto começou. Desde 2007, o projeto cresceu para mais de trinta comunidades tradicionais que vivem na Amazônia. Aqui, em colaboração com a Ecam, fornecemos os materiais de treinamento que foram utilizados para dar início aos próprios mapeamentos das comunidades.

Programa Compartilhando Mundos
(Sharing Worlds)

A partir de 2018, com o crescimento do Programa Novas Tecnologias, percebeu-se a necessidade de um desdobramento. Foi assim que iniciamos o que hoje consideramos uma segunda fase do programa, conhecido como Programa Compartilhando Mundos (ou em inglês Sharing Worlds). Nessa nova fase, o programa tem por objetivo auxiliar as comunidades nas análises dos dados levantados para que possam entender a aplicabilidade dessas informações e planejar o uso estratégico, conforme suas demandas e necessidades.

Atualmente, o programa está em mais de 30 comunidades tradicionais que vivem na Amazônia. O intuito sempre será fortalecer as comunidades com ferramentas que possam apoiar ainda mais a sua autonomia. Para tal, a Ecam conta com o apoio da Google Earth Solidário, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional – USAID e a parceria das associações como Associação de Remanescentes Quilombolas -ARQMO e Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ.

Projeto UNI

UNI é um hub de conexão dos povos da Amazônia entre si e com o mundo.

O UNI busca dar voz aos habitantes da floresta, fortalecendo e ajudando-os a preservá-la, assim como fomentando uma relação de respeito para com quem cuida do maior patrimônio do Brasil.

Por que a Amazônia?

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e ocupa mais de 60% do território brasileiro, mas 20% de sua área já foi desmatada. Estudos indicam que se a floresta perder mais 5% desse território o processo de desertificação será irreversível. Além da riqueza de sua biodiversidade, a floresta amazônica é responsável pela regulação do regime de chuvas ao leste dos Andes. A perda da floresta, e do equilíbrio climático que ela cria, é um caminho sem volta. Ao perdê-la, perde-se também uma diversidade de conhecimentos que seriam importantes para a construção de um futuro sustentável no planeta. Este tesouro hoje está nas mãos dos povos da Amazônia. Sobretudo indígenas, quilombolas e ribeirinhos, pois eles são os responsáveis pela preservação da floresta.

O que pode ser feito?

Há muitas iniciativas em prol da floresta e seus habitantes: associações, startups, empreendedores independentes, Organizações da Sociedade Civil, empresas, institutos e ONGs fazem isso muito bem. No entanto, a sinergia entre essas diversas ações é muito baixa, em geral, isoladas umas das outras e sem conexão direta com os demais moradores da região. Por isso, criar canais de contato entre quem mora na Amazônia ou quem está fora e se preocupa com o bioma, é urgente.

+ sobre o projeto

Como o UNI funciona? O UNI tem 3 eixos de ação Eixo 1 – Comunicação: O UNI tem uma página de conteúdo sobre os povos da Amazônia produzidos em conjunto com as comunidades. Serão vídeos, fotos e textos com histórias de cada lugar, projetos, dados de cultura e suas lutas. Com a troca de conteúdos criam-se laços de empatia. Conhecimentos e sabedorias são compartilhados, aumentando a sinergia entre as várias comunidades e entre elas e instituições que trabalham na região. Workshops de capacitação para produção de conteúdo e postagem na rede serão ministrados quando solicitados, sempre dentro dos limites da nossa capacidade em atender. Eixo 2 – Conexão: Através do UNI, povos que não se conhecem poderão trocar experiências ligadas aos seus trabalhos, criar parcerias, dialogar com empreendedores que atuam na floresta para encontrar novas oportunidades e aumentar seu potencial econômico. O UNI dará especial atenção à visibilidade de campanhas de crowdfunding, projetos comunitários, startups em busca de financiamento e empreendedores que trabalham na cadeia da economia da floresta. O objetivo é que as trocas e conexões proporcionadas pelo UNI possam ser, além de fonte de conhecimento, um instrumento de mobilização. Eixo 3 – Conhecimento: Promovemos a troca de conhecimento através de workshops, intercâmbios e ensino a distância entre povos, instituições, empresas privadas e pessoas que estão fora da Amazônia. A plataforma UNI terá também informação de filmes, séries, livros, exposições e eventos, tudo indicado pela comunidade UNI. Em 2018, a O2 filmes e Ecam estiveram juntas, com o apoio da USAID, na primeira fase do projeto (Fase Quilombola).

Projeto com o Fundo Vale

O projeto que a Ecam Projetos Sociais teve junto ao Fundo Vale, teve o objetivo de impactar a visão socioambiental dos cidadãos do Estado de Rondônia e estabelecer sinergias para o desenvolvimento sustentável no Estado, com foco no fortalecimento de comunidades tradicionais e melhoria da qualidade de vida.

O projeto possuiu quatro componentes que previam ações de preparação para o diálogo participativo.  Para a implantação de cada um deles, contou com a participação de parceiros como Kanindé, Idesam, ICV, Ibam, Agenda Pública, Aliança da Terra, Universidade da Flórida, Forest Trends e Imazon.

Cada componente teve o propósito de preparar setores da sociedade para dialogarem conjuntamente na construção de uma política pública estadual que fomentasse as ações de Gestão Socioambiental Municipal ao nível do Município. Abaixo, seguem os componentes de estruturação:

01 – Fortalecimento da Governança Ambiental nos Corredores Etnoambientais e estímulo à geração de renda;
02 – Fortalecimento do Capital Social e diálogo Multisetorial;
03 – Gestão Municipal Colaborativa e Responsável e;
04 – Articulação da Política Pública para a Gestão Municipal no Estado de Rondônia.

Projeto com o Fundo Amazônia

A ECAM foi beneficiária de colaboração financeira do Fundo Amazônia no projeto Capacitar para Conservar que beneficiava comunitários do entorno ou de UCs e seus gestores ambientais. Com as capacitações, formam-se grupos articulados que atuavam em estratégias de conservação. O projeto realizou seis Cursos de de Guarda-Parques e 02 Máster, certificando 128 e aperfeiçoando 38 novos Guardaparques, respectivamente, com um total de 166 indivíduos.

O curso teve 201 horas-aulas e 22 dias. Foram debatidos temas como Legislação, Cartografia, GPS, Comunicação, Suporte Básico de Vida, Radiocomunicação, Áreas Protegidas, Trilhas, Monitoramento, Fauna e Flora, Vigilância e Resgate. Os conteúdos abordaram os desafios de gestão vividos na comunidade. Uma das etapas do curso foi desenvolvida em UC, como exemplo a EE do Jari, neste caso, focando nas atividades práticas.

Na inovação foram realizados dois Cursos Máster: “Guardaparque: Intercâmbios de Experiências para a Gestão Territorial”. Essa formação envolveu guarda-parques formados e gestores com 56 horas-aula presenciais e 70 em formato EaD. Os dois momentos contemplaram o fortalecimento de conceitos e elaboração de um plano estratégico de conservação para a região de vivência do aluno. A Ecam e parceiros comemoram com a publicação “Olhares e Diálogos para a Gestão Territorial: Formação de Guardaparques Comunitários para a Conservação em Áreas Protegidas”, experiência do projeto.

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