{"id":1028,"date":"2017-02-15T19:51:15","date_gmt":"2017-02-15T19:51:15","guid":{"rendered":"http:\/\/dupladinamica.com.br\/?p=1028"},"modified":"2017-02-15T19:51:15","modified_gmt":"2017-02-15T19:51:15","slug":"novas-tecnologias-e-povos-tradicionais-proximos-passos-de-um-programa-inovador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/noticias-e-editais\/noticias\/novas-tecnologias-e-povos-tradicionais-proximos-passos-de-um-programa-inovador\/","title":{"rendered":"Novas Tecnologias e Povos Tradicionais: pr\u00f3ximos passos de um programa inovador"},"content":{"rendered":"<p>Autogest\u00e3o. Defesa do territ\u00f3rio. Valoriza\u00e7\u00e3o cultural. Ferramentas adequadas para o planejamento. Desde 2007 o Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais vem apoiando povos ind\u00edgenas, quilombolas e pequenos produtores na implementa\u00e7\u00e3o de suas pr\u00e1ticas relacionadas ao uso sustent\u00e1vel de seus territ\u00f3rios. E isso por meio da integra\u00e7\u00e3o entre acesso, conhecimento e uso aut\u00f4nomo de novas tecnologias.<\/p>\n<p>Para ampliar ainda mais o potencial dessas iniciativas, acaba de ser aprovado o projeto Comunidades\u00a0Ind\u00edgenas e outros Atores Relevantes Melhor Protegem seus Territ\u00f3rios e outros\u00a0Recursos Naturais. O projeto \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao apoio generoso do povo americano, por meio da USAID (Ag\u00eancia dos Estados Unidos para o desenvolvimento internacional). \u00c9 realizado pela Equipe de Conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia (Ecam) e tem como parceiros o Google Earth Solid\u00e1rio, Imaflora, Natura, Funda\u00e7\u00e3o Palmares e Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai).<\/p>\n<p>O projeto parte do princ\u00edpio que inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, como as ferramentas de f\u00e1cil acesso oferecidas pelo Google, empoderam comunidades tradicionais na sua Gest\u00e3o Territorial e no uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais. Ser\u00e3o 25 territ\u00f3rios envolvidos, entre povos ind\u00edgenas, quilombolas e extrativistas, al\u00e9m de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como tudo come\u00e7ou<\/strong><\/p>\n<p>Dois momentos importantes marcam a hist\u00f3ria do Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais. Em 2007 foi criado o Google Earth Solid\u00e1rio. E no mesmo ano Almir Suru\u00ed, lideran\u00e7a ind\u00edgena, conheceu a ferramenta <em>Google Earth<\/em>. Almir reconheceu nela o potencial para melhorar a gest\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Sete de Setembro e insistiu no contato. E o <em>Google Earth Outreach <\/em>estava ali justamente para isso: oferecer conhecimentos e recursos necess\u00e1rios para que suas ferramentas sejam usadas em prol de v\u00e1rias causas.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/intl\/pt-BR\/earth\/outreach\/stories\/surui.html\">contato foi frut\u00edfero<\/a> e os Suru\u00ed receberam treinamentos para usarem a ferramenta em seus projetos.<\/p>\n<p>E em 2015 aquela experi\u00eancia dos Suru\u00ed foi ampliada. Novas capacita\u00e7\u00f5es foram realizadas em Porto Velho, para cerca de 40 pessoas. Ind\u00edgenas Temb\u00e9, Cinta Larga, Kayabi, quilombolas do Par\u00e1, do Espirito Santo e Rio de Janeiro, extrativistas de Rond\u00f4nia. Todos puderam conhecer as ferramentas, como os Suru\u00ed fizeram.\u00a0 Foi da\u00ed que surgiu a proposta desta nova fase do Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais. Esse novo projeto, apoiado pela USAID, ampliar\u00e1 o acesso de mais comunidades e institui\u00e7\u00f5es de apoio as tecnologias do Google.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ferramentas gratuitas e espa\u00e7os de representatividade<\/strong><\/p>\n<p>O projeto se baseia na troca de experi\u00eancias e conhecimentos sobre as ferramentas <em>Google Earth<\/em> e <em>Open Data Kit<\/em> (ODK) e o espa\u00e7o virtual do Instituto Cultural Google.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/opendatakit.org\/\">ODK<\/a> \u00e9 uma plataforma aberta de coleta de dados simplificada e de f\u00e1cil intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/intl\/pt-PT\/earth\/\">Google Earth<\/a>, com imagens de sat\u00e9lites constantemente atualizadas, serve de base para que sejam inseridas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.google.com\/culturalinstitute\/beta\/u\/0\/?hl=pt-BR\">Instituto Cultural Google<\/a> \u00e9 mais um espa\u00e7o que oferece conte\u00fado <em>onlin<\/em>e produzido em parceria com outras institui\u00e7\u00f5es, museus ou associa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Independentes, essas ferramentas j\u00e1 conseguem auxiliar no planejamento de estrat\u00e9gias espec\u00edficas. Combinadas, podem ajudar na visualiza\u00e7\u00e3o dos dados, de forma mais articulada e atrativa, dando visibilidade a reivindica\u00e7\u00f5es importantes para cada comunidade.<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio Pereira \u00e9 quilombola e mora no Par\u00e1. Ele vem trabalhando com o Mapeamento Cultural no\u00a0<em>Google Earth<\/em> desde 2015. Para Rog\u00e9rio, o come\u00e7o desse trabalho foi um grande desafio: \u201cPara quem est\u00e1 acostumado a trabalhar com ter\u00e7ado, uma enxada e um machado, pegar um material desse aqui \u00e9 um desafio. Mas o objetivo desse mapeamento \u00e9 conhecermos melhor o pr\u00f3prio territ\u00f3rio\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que esperamos para 2020?<\/strong><\/p>\n<p>O projeto tem atua\u00e7\u00e3o prevista de quatro anos. As atividades envolvem a\u00e7\u00f5es formativas, onde ser\u00e3o compartilhados conhecimentos para o uso das ferramentas, e suporte para as atividades de campo e levantamento de dados.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que os diferentes participantes se apropriem das ferramentas para potencializarem a\u00e7\u00f5es de planejamento, gest\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de renda. Pretende-se envolver cerca de 500 pessoas nas capacita\u00e7\u00f5es. Cada uma dessas pessoas, atuando em sua regi\u00e3o, poder\u00e3o impactar a gest\u00e3o de cerca de 1,5 milh\u00f5es de hectares, onde moram 20.000 pessoas.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 promover entre povos Ind\u00edgenas, quilombolas e pequenos produtores, institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas participantes e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais (ONGs) o uso de ferramentas acess\u00edveis e gratuitas do Google. Essas tecnologias podem apoiar pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0 gest\u00e3o dos territ\u00f3rios e dar mais visibilidade para as hist\u00f3rias e reivindica\u00e7\u00f5es dos participantes.<\/p>\n<p>O potencial do projeto \u00e9 imenso. Claudinete Cole \u00e9 coordenadora da Associa\u00e7\u00e3o das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Munic\u00edpio de Oriximin\u00e1 (ARQMO), no Par\u00e1,\u00a0 e moradora da comunidade Boa Vista, no rio Trombetas. Ela lembra que \u201cessa \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o para a gente aprender e levar esse aprendizado para as nossas comunidades, e debater com eles como \u00e9 melhor de ser aplicado, como fazer, e futuramente at\u00e9 ensinar. Envolve tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de gest\u00e3o dos nossos territ\u00f3rios. Uma ferramenta dessas do Google, l\u00e1 dentro de um quilombo, l\u00e1 em uma \u00e1rea remota, onde a gente vai poder mapear\u00a0 nossa comunidade, as fam\u00edlias, o territ\u00f3rio, a gest\u00e3o, isso \u00e9 importante para n\u00f3s. At\u00e9 ent\u00e3o a gente n\u00e3o tem nada disso. Agora a gente j\u00e1 vai sair daqui sabendo como fazer, e n\u00e3o esperar que outros fa\u00e7am.\u00a0 A gente mesmo se capacitou para fazer isso\u201d.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autogest\u00e3o. Defesa do territ\u00f3rio. Valoriza\u00e7\u00e3o cultural. Ferramentas adequadas para o planejamento. Desde 2007 o Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais vem apoiando povos ind\u00edgenas, quilombolas e pequenos produtores na implementa\u00e7\u00e3o de suas pr\u00e1ticas relacionadas ao uso sustent\u00e1vel de seus territ\u00f3rios. E isso por meio da integra\u00e7\u00e3o entre acesso, conhecimento e uso aut\u00f4nomo de novas tecnologias. 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