{"id":27139,"date":"2024-06-21T11:23:36","date_gmt":"2024-06-21T14:23:36","guid":{"rendered":"http:\/\/dupladinamica.com.br\/?p=27139"},"modified":"2024-07-22T16:47:14","modified_gmt":"2024-07-22T19:47:14","slug":"capacitacao-em-comunicacao-e-engajamento-fortalece-territorios-quilombolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/noticias-e-editais\/noticias\/capacitacao-em-comunicacao-e-engajamento-fortalece-territorios-quilombolas\/","title":{"rendered":"CAPACITA\u00c7\u00c3O EM COMUNICA\u00c7\u00c3O E ENGAJAMENTO FORTALECE TERRIT\u00d3RIOS QUILOMBOLAS"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">A troca de experi\u00eancias entre os participantes fortalece o protagonismo das comunidades e consolida a comunica\u00e7\u00e3o como um instrumento de luta.<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marluce Coelho, de 29 anos, nascida e criada no quilombo de Nova Vista do Ituqui, no munic\u00edpio de Santar\u00e9m, Par\u00e1, \u00e9 uma ativista social e mobilizadora dedicada. Desde jovem, ela atua para fortalecer a voz dos quilombolas, defendendo seus direitos e promovendo o bem-estar nos territ\u00f3rios por meio do desenvolvimento de iniciativas relacionadas \u00e0 luta por pol\u00edticas p\u00fablicas e direitos humanos.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><em><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Foi na Pandemia, em meio \u00e0s incertezas de sobreviv\u00eancia e a incerteza do dia de amanh\u00e3, que brotou o projeto Omulu-Terra de Quilombo. Nossa \u00fanica vontade era ajudar e levar alegria a quem estava distante e sentido a escassez da fome e sem informa\u00e7\u00e3o de como se cuidar de um v\u00edrus que estava matando milhares de pessoas no mundo todo.&#8221;<\/span><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 2019, Marluce atua diretamente na Federa\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Quilombolas de Santar\u00e9m (FOQS). A entidade representa os 12 territ\u00f3rios quilombolas do munic\u00edpio e luta pela consolida\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e pelo bem-estar das localidades. Com 16 anos de atua\u00e7\u00e3o, a federa\u00e7\u00e3o desenvolve tr\u00eas linhas de trabalho:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Cultura<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: por meio do Ponto de Cultura Kizomba;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Empoderamento Feminino<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: com o Grupo de Mulheres na Ra\u00e7a e na Cor;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Sa\u00fade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: por meio do Projeto Omulu &#8211; Cuidando de Vidas Ancestrais.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marluce \u00e9 coordenadora do Projeto Omulu, uma iniciativa que reflete sobre a vida e sua coletividade. O Projeto Omulu foi idealizado em 2019, em resposta \u00e0 epidemia de COVID-19, com o objetivo de promover a\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias e informativas nos 12 territ\u00f3rios quilombolas de Santar\u00e9m\/Par\u00e1. Durante a pandemia, a iniciativa atuou em duas frentes:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>A\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: garantindo a seguran\u00e7a alimentar e nutricional das fam\u00edlias quilombolas;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Sensibiliza\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: distribuindo cestas de alimentos, kits de higiene e limpeza, al\u00e9m de material informativo sobre o coronav\u00edrus.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projeto tamb\u00e9m envolveu jovens quilombolas, capacitando-os na constru\u00e7\u00e3o de ferramentas comunicacionais para monitoramento e sistematiza\u00e7\u00e3o dos dados relativos \u00e0 COVID-19 nos territ\u00f3rios quilombolas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2021, o projeto passou por uma reestrutura\u00e7\u00e3o, desenvolvendo tr\u00eas linhas de a\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Omulu em A\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: a\u00e7\u00f5es itinerantes de Sa\u00fade e Cidadania no Quilombo;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Omulu Solid\u00e1rio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: retomando a a\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria e informativa inicial;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Tecendo o Bem Viver no Quilombo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: discutindo sa\u00fade e o racismo ambiental.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Participar da oficina da Ecam foi de suma import\u00e2ncia para buscar estrat\u00e9gias de qualificar a comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria desenvolvida pelo projeto e principalmente porque capacita\u00e7\u00f5es assim ajudam a fortalecer a ciranda dos sonhos coletivos. Este ano, gostaria de colocar em pr\u00e1tica, em parceria com outros jovens, um di\u00e1logo que come\u00e7ou no ano passado, o coletivo de comunicadores quilombolas, visando o fortalecimento dos territ\u00f3rios quilombolas atrav\u00e9s da educomunica\u00e7\u00e3o. O aprendizado acabou vindo no momento certo.&#8221;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marluce acredita que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um instrumento fundamental para a defesa e a resist\u00eancia dos territ\u00f3rios quilombolas. Por meio da comunica\u00e7\u00e3o, os quilombolas podem contar suas hist\u00f3rias, lutar por seus direitos e construir um\u00a0futuro mais justo e digno.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_27149\" style=\"width: 780px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-27149\" class=\"wp-image-27149 size-large\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Marluce_Coelho-1024x600.png\" alt=\"\" width=\"770\" height=\"451\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Marluce_Coelho.png 1024w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Marluce_Coelho-300x176.png 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Marluce_Coelho-768x450.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><p id=\"caption-attachment-27149\" class=\"wp-caption-text\">Marluce \u00e9 coordenadora do Projeto Omulu, uma iniciativa que reflete sobre a vida e sua coletividade.<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Oficina de Comunica\u00e7\u00e3o e Engajamento<\/strong><\/p>\n<p>A Oficina de Comunica\u00e7\u00e3o e Engajamento realizada pela Ecam, visou\u00a0fortalecer a voz das comunidades quilombolas e dos defensores de direitos humanos. A iniciativa realizada de forma online, mobilizou cerca de 30 participantes dos estados do Par\u00e1, Amap\u00e1, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia e Maranh\u00e3o.\u00a0A capacita\u00e7\u00e3o teve como objetivo apresentar aos participantes t\u00e9cnicas essenciais de comunica\u00e7\u00e3o e engajamento, visando ampliar sua capacidade de se comunicar com diferentes p\u00fablicos e defender seus direitos, mostrando como a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ferramenta de empoderamento e transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Saiba mais em:\u00a0https:\/\/bit.ly\/3VRc0H9<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A troca de experi\u00eancias entre os participantes fortalece o protagonismo das comunidades e consolida a comunica\u00e7\u00e3o como um instrumento de luta. Marluce Coelho, de 29 anos, nascida e criada no quilombo de Nova Vista do Ituqui, no munic\u00edpio de Santar\u00e9m, Par\u00e1, \u00e9 uma ativista social e mobilizadora dedicada. 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