{"id":3469,"date":"2020-04-28T16:39:31","date_gmt":"2020-04-28T19:39:31","guid":{"rendered":"http:\/\/dupladinamica.com.br\/?p=3252"},"modified":"2020-04-28T16:39:31","modified_gmt":"2020-04-28T19:39:31","slug":"quilombolas-de-oriximina-se-unem-para-vencer-pandemia-e-manter-as-comunidades-livres-de-contagio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/noticias-e-editais\/quilombolas-de-oriximina-se-unem-para-vencer-pandemia-e-manter-as-comunidades-livres-de-contagio\/","title":{"rendered":"Quilombolas de Oriximin\u00e1 se unem para vencer pandemia e manter as comunidades livres de cont\u00e1gio"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400;\">Assegurar condi\u00e7\u00f5es de sustentabilidade das popula\u00e7\u00f5es em suas comunidades \u00e9 o objetivo das a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pela Arqmo e parceiros contra a Covid-19.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Localizada \u00e0s margens do rio Trombetas, um dos afluentes do Rio Amazonas, distante a aproximadamente 820 km da capital do Par\u00e1, o munic\u00edpio de Oriximin\u00e1 \u00e9 um dos munic\u00edpios paraenses que possui a maior popula\u00e7\u00e3o quilombola do estado, ao todo s\u00e3o 37 comunidades remanescentes de quilombos, uma m\u00e9dia de aproximadamente 4 mil fam\u00edlias que sobrevivem da agricultura familiar, pesca e extrativismo, como o da castanha do Par\u00e1, principal fonte de renda de muitas fam\u00edlias durante o per\u00edodo de coleta. Mas, algu\u00e9m j\u00e1 parou para pensar como est\u00e1 a economia nos quilombos neste per\u00edodo de pandemia? A pergunta de repente fique sem resposta, mas ao conversar com o senhor Gerv\u00e1sio Oliveira, 57 anos, coordenador da associa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio Ariramba e agricultor, a gente come\u00e7a a entender a din\u00e2mica da vida nos territ\u00f3rios quilombolas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A hist\u00f3ria de vida de seu Gerv\u00e1sio \u00e9 igual a de tantos outros quilombolas que trabalham cultivando a terra e ap\u00f3s a produ\u00e7\u00e3o dos derivados da mandioca saem das comunidades ainda na madrugada em pequenas embarca\u00e7\u00f5es para assegurar o sustento de suas fam\u00edlias. \u201cA gente vive da agricultura e se n\u00e3o trabalha \u00e9 um Deus nos acuda. Na feira tem dias que vende R$ 300,00 e quando a venda \u00e9 boa a gente ganha at\u00e9 R$ 800,00\u201d, declarou o l\u00edder quilombola que juntamente com a fam\u00edlia e a fam\u00edlia dos tr\u00eas filhos casados, todos residentes no mesmo domic\u00edlio, trabalha na produ\u00e7\u00e3o dos derivados da mandioca como a farinha d\u2019\u00e1gua, farinha de tapioca e beijus, produto muito apreciado na culin\u00e1ria local, e no extrativismo com a produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed e castanha do par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte \u2013 Coopaflora \u00e9 outro exemplo importante, rec\u00e9m-criada e fonte de renda para povos ind\u00edgenas, ribeirinhos e quilombolas, antes da pandemia chegou a efetivar uma venda de 48.070 kg de castanha do par\u00e1 o que equivale a 878 hectolitros de castanha. \u201cDepois do foco da pandemia n\u00e3o compramos mais castanha e nem um produto do extrativismo por conta dos tr\u00e2mites legais, e isso reflete de forma negativa pois cai o pre\u00e7o dos produtos e o produtor fica nas m\u00e3os dos atravessadores que usam a pandemia como forma de tirar vantagem\u201d, ressaltou Rog\u00e9rio Pereira, presidente da Coopaflora.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Com as publica\u00e7\u00f5es de isolamento, decretos e instru\u00e7\u00f5es normativas por parte do poder p\u00fablico, os povos quilombolas dos oito territ\u00f3rios de Oriximin\u00e1 seguem orientados a permanecerem nos quilombos como forma de conter o avan\u00e7o e o cont\u00e1gio comunit\u00e1rio. Ainda no m\u00eas de mar\u00e7o, com apoio de institui\u00e7\u00f5es governamentais e privadas foi criado um GT (Grupo de Trabalho de Combate ao coronav\u00edrus) e entre as a\u00e7\u00f5es est\u00e1 doa\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas, como medida para manter os quilombolas em suas comunidades. Em Oriximin\u00e1 a Arqmo tamb\u00e9m criou a campanha #FicaemCasaQuilombola nas redes sociais e whatsapp, al\u00e9m de uma campanha de arrecada\u00e7\u00e3o virtual\u00a0<u><a href=\"https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/ajuda-humanitariana-para-os-povos-quilombolas-da-amazonia\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/ajuda-humanitariana-para-os-povos-quilombolas-da-amazonia&amp;source=gmail&amp;ust=1588188771065000&amp;usg=AFQjCNGZCcRg_QRIOhek2AKlYCoNHXOYDA\">https:\/\/www.vakinha.com.br\/vaquinha\/ajuda-humanitariana-para-os-povos-quilombolas-da-amazonia<\/a><\/u>.<\/p>\n<p>Por: Martha Costa<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assegurar condi\u00e7\u00f5es de sustentabilidade das popula\u00e7\u00f5es em suas comunidades \u00e9 o objetivo das a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pela Arqmo e parceiros contra a Covid-19. 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