{"id":535,"date":"2015-12-04T13:37:33","date_gmt":"2015-12-04T13:37:33","guid":{"rendered":"http:\/\/dupladinamica.com.br\/?p=535"},"modified":"2015-12-04T13:37:33","modified_gmt":"2015-12-04T13:37:33","slug":"google-earth-mapeamento-cultural-e-monitoramento-interligados-em-prol-da-gestao-etnoambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/noticias-e-editais\/noticias\/google-earth-mapeamento-cultural-e-monitoramento-interligados-em-prol-da-gestao-etnoambiental\/","title":{"rendered":"Google Earth, Mapeamento Cultural e Monitoramento interligados em prol da gest\u00e3o etnoambiental"},"content":{"rendered":"<p>De 07 a 11 de dezembro ocorrer\u00e1 em Porto Velho a I Oficina de Novas Tecnologias e Povos Tradicionais. O evento reunir\u00e1 representantes dos povos da floresta, entre eles ind\u00edgenas, quilombolas, seringueiros e pequenos produtores de diferentes partes da Amaz\u00f4nia Legal. O objetivo \u00e9 aprender sobre cartografia, t\u00e9cnicas de levantamentos de dados e uso da plataforma <i>Google Earth<\/i> em processos de mapeamento e monitoramento participativo.<\/p>\n<p class=\"western\">A oficina \u00e9 resultado de uma <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/intl\/pt-BR\/earth\/outreach\/stories\/surui.html\">parceria entre a Associa\u00e7\u00e3o do Povo Paiter Suru\u00ed Metareil\u00e1 e a <i>Google Earth<\/i> Solid\u00e1rio<\/a>. J\u00e1 em 2007, Almir Narayamoga Suru\u00ed, lideran\u00e7a do povo Paiter Suru\u00ed, buscou a <i>Google Earth<\/i> Solid\u00e1rio para apoiar sua comunidade na implementa\u00e7\u00e3o de um plano de 50 anos para seu futuro. O <i>Google Earth<\/i> Solid\u00e1rio oferece para organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos e de benef\u00edcio p\u00fablico o conhecimento e os recursos necess\u00e1rios para usarem a plataforma e contarem sua hist\u00f3ria por meio dessa, tornando suas causas mais vis\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"western\">Parceiros desde o inicio do trabalho, a Associa\u00e7\u00e3o de Defesa Etnoambiental (Kanind\u00e9), o Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Amazonas (Idesam) e a Equipe de Conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia (Ecam) t\u00eam apoiado as atividades das comunidades junto com a <i>Google Earth<\/i> Solid\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"western\">Durante a oficina, Kanind\u00e9 e Ecam compartilhar\u00e3o sua experi\u00eancia com Mapeamento Cultural, Diagn\u00f3sticos Etnoambientais Participativos e Etnozoenamentos, realizados desde 1997. \u201cTemos hoje uma metodologia consolidada, que \u00e9 refer\u00eancia para outras institui\u00e7\u00f5es que trabalham com isso. Os resultados t\u00eam sido de extremo valor para as comunidades ind\u00edgenas e, inclusive, no caso do Suru\u00ed, apoiaram eles na implementa\u00e7\u00e3o dos seus planejamentos, gerando receitas com a preserva\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, diz Vasco van Roosmalen, diretor da Ecam.<\/p>\n<p class=\"western\">A <a href=\"http:\/\/www.kaninde.org.br\/upload\/2012\/12\/metodologia_diagnostico_1355253550.pdf\">metodologia do Diagnostico Etnoambiental Participativo e Etnozoneamento<\/a> interliga trabalhos de levantamento nas \u00e1reas das ci\u00eancias sociais, exatas, biol\u00f3gicas e ind\u00edgenas. Por meio desse processo, todos os esfor\u00e7os est\u00e3o voltados para a gest\u00e3o etnoambiental do territ\u00f3rio. Assim, o Diagnostico Etnoambiental Participativo e Etnozonamento \u00e9 uma ferramenta importante para que comunidades e suas organiza\u00e7\u00f5es possam tomar decis\u00f5es sobre a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e sobre os projetos que pretendem desenvolver.<\/p>\n<p class=\"western\">J\u00e1 a Metodologia de Mapeamento Cultural Colaborativo engloba sete etapas, entre oficinas, atividades de campo, revis\u00f5es e entrega do produto. Fundamentalmente, as comunidades envolvidas que conduzem o processo, que tamb\u00e9m envolve equipe t\u00e9cnica de cartografia e antropologia. Meline Machado, ge\u00f3grafa que integra a equipe da Ecam, refor\u00e7a que \u201ca constru\u00e7\u00e3o deste mapeamento envolve toda a comunidade. Por isso, \u00e9 poss\u00edvel perceber que o mapa cultural \u00e9 uma importante ferramenta de gest\u00e3o interna e tamb\u00e9m externa. Ele se destaca porque \u00e9 um momento para a comunidade interagir em torno daquelas informa\u00e7\u00f5es, fazendo levantamentos hist\u00f3ricos, registros\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">Por meio dessa metodologia, os dados que as comunidades colhem em campo s\u00e3o tratados pela equipe t\u00e9cnica. Isso envolve um processo de digitaliza\u00e7\u00e3o, georreferenciamento, constru\u00e7\u00e3o de simbologias, baseado em softwares. Como proposta de mudan\u00e7a, \u00e9 aqui que entra a plataforma do <i>Google Earth<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\">Usar o <i>Google Earth<\/i> nesse processo garante uma interatividade sem precedentes. Com os devidos equipamentos, j\u00e1 em campo as informa\u00e7\u00f5es podem ser inseridas na plataforma, gerando um mapa cultural de imediato. O <i>Google Earth<\/i> permitir\u00e1 \u201cfazer esse mapa cultural de uma forma diferente. N\u00e3o mais com tantas etapas, e com a gente tendo que trazer as informa\u00e7\u00f5es constantemente para gabinete. Isso \u00e9 interessante porque a comunidade passa a fazer todo o processo, desde o in\u00edcio at\u00e9 o final. Assim, o nosso papel passa a ser de capacita\u00e7\u00e3o\u201d, aponta Meline.<\/p>\n<p class=\"western\">Na oficina, ser\u00e3o discutidas quest\u00f5es te\u00f3ricas da cartografia, etnografia e do monitoramento com o <i>Open Data Kit\u00a0 <\/i>(ODK). Essa \u00e9 uma tecnologia que busca, por meio de levantamentos em aparelhos de celulares, coletar informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios, podendo inclusive ser uma ferramenta direta de envio de informa\u00e7\u00f5es \u00e0s institui\u00e7\u00f5es governamentais e parceiras das comunidades.<b> <\/b>A partir da\u00ed, a plataforma <i>Google Earth<\/i> passa a ser usada e discutida. \u201cPara n\u00f3s, da Google, \u00e9 uma alegria ver o projeto com os Paiter-Suru\u00ed se espalhar, e a pedido das pr\u00f3prias comunidades. O que mais queremos \u00e9 que o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas experimente e se beneficie do enorme empoderamento gerado pelo mero mapeamento de uma \u00e1rea\u201d, completa Rebecca Moore, diretora do <i>Google Earth <\/i>Solid\u00e1rio.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 07 a 11 de dezembro ocorrer\u00e1 em Porto Velho a I Oficina de Novas Tecnologias e Povos Tradicionais. 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