{"id":542,"date":"2015-12-15T13:21:08","date_gmt":"2015-12-15T13:21:08","guid":{"rendered":"http:\/\/dupladinamica.com.br\/?p=542"},"modified":"2015-12-15T13:21:08","modified_gmt":"2015-12-15T13:21:08","slug":"google-earth-e-os-povos-da-floresta-compartilhando-novas-tecnologias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/noticias-e-editais\/noticias\/google-earth-e-os-povos-da-floresta-compartilhando-novas-tecnologias\/","title":{"rendered":"Google Earth e os povos da floresta compartilhando novas tecnologias"},"content":{"rendered":"<p>Os pontos de partida foram muitos. H\u00e1 quem veio do interior do Par\u00e1, do Mato Grosso, do Amazonas e de Rond\u00f4nia. Outros de S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia, Boa Vista ou Macap\u00e1. Tamb\u00e9m de lugares mais distantes, como a Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos. Mas o destino era comum: estar em Porto Velho para a realiza\u00e7\u00e3o da I Oficina de Novas Tecnologias e Povos Tradicionais.<\/p>\n<p>De 07 a 11 de dezembro ind\u00edgenas, quilombolas, extrativistas, t\u00e9cnicos e representantes de diversas institui\u00e7\u00f5es participaram do encontro, que discutiu o uso aplicado de novas tecnologias em atividades de\u00a0 monitoramento e mapeamento de \u00e1reas protegidas, contribuindo para a defesa do territ\u00f3rio dos povos da floresta. Este projeto \u00a0\u00e9 resultado de uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/intl\/pt-BR\/earth\/outreach\/stories\/surui.html\">parceria entre a Associa\u00e7\u00e3o do Povo Paiter Suru\u00ed Metareil\u00e1 e a\u00a0Google Earth\u00a0Solid\u00e1rio<\/a>. Tamb\u00e9m s\u00e3o parceiros a Associa\u00e7\u00e3o de Defesa Etnoambiental (Kanind\u00e9), o Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Amazonas (Idesam) e a Equipe de Conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia (Ecam). Apoiam a iniciativa Natura, Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares e Porto Velho + Sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A oficina contou com dois grupos de trabalho. O primeiro, abordou o uso da ferramenta (ODK) em a\u00e7\u00f5es de monitoramento. O ODK tem c\u00f3digo aberto e permite criar formul\u00e1rios, que ser\u00e3o usados\u00a0 a partir de celulares para coletar dados. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m sistematiza as informa\u00e7\u00f5es coletadas. Durante as atividades, foram apresentadas as etapas para a constru\u00e7\u00e3o dos formul\u00e1rio. Ao final, cada grupo de trabalho saiu com seu formul\u00e1rio pronto para ser usado em campo.<\/p>\n<p>O segundo grupo trabalhou a produ\u00e7\u00e3o de mapas culturais usando a plataforma do <em>Google Earth<\/em> como base.\u00a0 Um mapa cultural \u00e9 constru\u00eddo em conjunto e indica locais de intera\u00e7\u00f5es, conhecimentos ecol\u00f3gicos e hist\u00f3ricos de cada povo em seu territ\u00f3rio. Na oficina, foi discutido como inserir esses pontos de refer\u00eancia na plataforma do Google Earth. Interativamente e com os devidos equipamentos, j\u00e1 em campo as informa\u00e7\u00f5es coletadas podem ser inseridas na plataforma, gerando um mapa cultural de imediato.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esta primeira oficina, os participantes ter\u00e3o de 3 meses para realizarem as atividades de campo, coletando os dados necess\u00e1rios para o monitoramento e para os mapas culturais. Em maio, uma nova oficina reunir\u00e1 o grupo. Oportunidade para discutir os resultados e desafios enfrentados. Durante a pequena cerim\u00f4nia que encerrou a oficina,\u00a0 Rebecca Moore, presidente da <em>Google Earth<\/em> Solid\u00e1rio, agradeceu a todos os envolvidos no projeto. \u201cMuito obrigada por abra\u00e7arem esse time e compartilharem suas hist\u00f3rias com eles. Boa sorte para os pr\u00f3ximos passos, levando todo esse conhecimento para as comunidades de voc\u00eas. Contem com a gente\u201d, enfatizou Rebecca.<\/p>\n<p><strong>E os participantes, o que acharam?<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-550 alignnone\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-1-300x170.jpg\" alt=\"oficina google - Vanessa Eyng - 1\" width=\"300\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-1-300x170.jpg 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-1-768x435.jpg 768w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-1-1024x580.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>F\u00e1bio Veilatti, associado do Projeto Reca, em Rond\u00f4nia &#8211;<\/strong> \u201cN\u00f3s desenvolvemos um trabalho com sistemas agroflorestais. \u00c9 uma experi\u00eancia exitosa, \u00a0que tem crescido e tem contribu\u00eddo muito para a vida das fam\u00edlia que ali vivem, fam\u00edlias essas que s\u00e3o oriundas de todas as partes do Brasil. A gente veio aqui para a I Oficina de Novas Tecnologias e Povos Tradicionais porque a gente viu nessa oportunidade muito do que a gente espera ter\u00a0 hoje l\u00e1 na nossa associa\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00f5es que possam nos ajudar a pensar o presente e o futuro . Estamos em um momento importante de transforma\u00e7\u00e3o, de mudan\u00e7a e de crescimento e n\u00f3s precisamos muito de uma ferramenta como essas que n\u00f3s estamos vendo aqui nesse curso. Ferramentas que possam unir as informa\u00e7\u00f5es e que essas informa\u00e7\u00f5es possam dizer alguma coisa para os nossos gestores, organizando melhor o dia a dia e o futuro da nossa associa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-551 alignnone\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-4-300x170.jpg\" alt=\"oficina google - Vanessa Eyng - 4\" width=\"300\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-4-300x170.jpg 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-4-768x435.jpg 768w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-4-1024x580.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Claudinete Cole, coordenadora da Associa\u00e7\u00e3o das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Munic\u00edpio de Oriximin\u00e1, Par\u00e1 (<\/strong><strong>ARQMO<\/strong><strong>) e moradora da comunidade Boa Vista, no rio Trombetas, Par\u00e1 &#8211;<\/strong> \u201cEstou aqui hoje pelo convite que recebemos atrav\u00e9s da Ecam. Essa \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o para a gente aprender e levar esse aprendizado para as nossas comunidades, e debater com eles como \u00e9 melhor de ser aplicado, como fazer, e futuramente at\u00e9 ensinar. Envolve tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de gest\u00e3o dos nossos territ\u00f3rios. Uma ferramenta dessas do Google, l\u00e1 dentro de um quilombo, l\u00e1 em uma \u00e1rea remota, onde a gente vai poder mapear\u00a0 nossa comunidade, as fam\u00edlias, o territ\u00f3rio, a gest\u00e3o, isso \u00e9 importante para n\u00f3s. At\u00e9 ent\u00e3o a gente n\u00e3o tem nada disso. Agora a gente j\u00e1 vai sair daqui sabendo como fazer, e n\u00e3o esperar que outros fa\u00e7am.\u00a0 A gente mesmo se capacitou para fazer isso\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-552 alignleft\" src=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-7-300x170.jpg\" alt=\"oficina google - Vanessa Eyng - 7\" width=\"300\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-7-300x170.jpg 300w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-7-768x435.jpg 768w, https:\/\/ecam.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/oficina-google-Vanessa-Eyng-7-1024x580.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Tariaiup Kayabi, da Aldeia Samauma, em Quer\u00eancia, Mato Grosso &#8211;<\/strong> \u201cA gente veio para c\u00e1, para participar da oficina, pra gente aprender uma ferramenta\u00a0 que pode nos ajudar a fazer, construir ou ent\u00e3o fazer tipo de livro com as nossas hist\u00f3rias mesmo. Essas hist\u00f3rias est\u00e3o dentro de nossos historiadores e a gente pretende usar essas ferramentas para trazer para dentro de um programa que pode guarda tamb\u00e9m para n\u00f3s e futuramente a gente mostrar para nosso filhos e nosso netos.\u00a0 Estou aqui indicado por um grupo que est\u00e1 fazendo um curso de mapeamento l\u00e1 no Xingu tamb\u00e9m, com a responsabilidade de aprender e passar para eles assim que eu voltar para a aldeia. Meu desafio \u00e9 aprender bem mesmo\u201d.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pontos de partida foram muitos. H\u00e1 quem veio do interior do Par\u00e1, do Mato Grosso, do Amazonas e de Rond\u00f4nia. Outros de S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia, Boa Vista ou Macap\u00e1. Tamb\u00e9m de lugares mais distantes, como a Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos. Mas o destino era comum: estar em Porto Velho para a realiza\u00e7\u00e3o da I [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":546,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-542","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/542\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/546"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}