{"id":5613,"date":"2021-04-19T15:08:18","date_gmt":"2021-04-19T18:08:18","guid":{"rendered":"http:\/\/dupladinamica.com.br\/?p=5613"},"modified":"2021-05-07T10:53:48","modified_gmt":"2021-05-07T13:53:48","slug":"boas-praticas-da-agricultura-familiar-quilombola-que-apoiam-na-mitigacao-das-mudancas-climaticas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/blog\/boas-praticas-da-agricultura-familiar-quilombola-que-apoiam-na-mitigacao-das-mudancas-climaticas-no-brasil\/","title":{"rendered":"BOAS PR\u00c1TICAS DA AGRICULTURA FAMILIAR  QUILOMBOLA  E A RELA\u00c7\u00c3O COM A MITIGA\u00c7\u00c3O DAS  MUDAN\u00c7AS CLIM\u00c1TICAS"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><em><strong>Foto:\u00a0 Ecam\/CONAQ<\/strong><\/em><\/h6>\n<p><b>Emerg\u00eancia clim\u00e1ticas pela experi\u00eancia quilombola\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos anos, n\u00e3o passou uma semana sem que a comunidade cient\u00edfica trouxesse novos fatos e proje\u00e7\u00f5es sobre o agravamento e a acelera\u00e7\u00e3o das crises ambiental global. Com \u00a0 o\u00a0desmatamento, o decl\u00ednio da\u00a0biodiversidade, a\u00a0polui\u00e7\u00e3o\u00a0do meio aqu\u00e1tico e a intoxica\u00e7\u00e3o dos organismos pelo\u00a0agroneg\u00f3cio,\u00a0cria-se um mundo no qual a humanidade e muitas outras esp\u00e9cies estar\u00e3o condenadas \u00e0\u00a0extin\u00e7\u00e3o\u00a0ou ao sofrimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os agricultores quilombolas interpretam essas mudan\u00e7as do clima como um fen\u00f4meno que vem impactando os territ\u00f3rios e os modos de vida, vivenciados ao longo de d\u00e9cadas. A percep\u00e7\u00e3o dos impactos decorrentes do aquecimento global tem sido relatada com frequ\u00eancia pelas comunidades, sendo\u00a0 um elemento importante a ser tratado neste diagn\u00f3stico do projeto CONAQ\/ ECAM. A partir desse trabalho, temos reflex\u00f5es por meio da viv\u00eancia e do conhecimento dos gri\u00f4s, que relata essa transforma\u00e7\u00e3o e como eles est\u00e3o enfrentamento e mesmo se adaptando \u00e0 realidade atual, especialmente no que afeta seu modelo produtivo agr\u00edcola, extrativista e pesqueiro, causando um grande impacto a sua soberania alimentar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os territ\u00f3rios quilombolas constitu\u00edram, ao longo dos anos, seu modelo de desenvolvimento de uma agricultura vi\u00e1vel e sustent\u00e1vel para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, contribuindo com a diminui\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa Co\u00b2.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos anos, os territ\u00f3rios quilombolas est\u00e3o virando \u00e1rea de especula\u00e7\u00e3o para o mercado de carbono, por v\u00e1rias empresas internacionais que, ao longo de anos, desmataram e polu\u00edram a atmosfera, com suas a\u00e7\u00f5es desenfreadas impostas pelo poder econ\u00f4mico, causando grande impacto e gerando um aumento devastado na camada de oz\u00f4nio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com isso, v\u00e1rias perguntas surgem nas rodas de conversas quilombolas sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas: ser\u00e1 por que os per\u00edodos de secas est\u00e3o prolongados? Nas regi\u00f5es norte e nordeste, quando chove, sempre s\u00e3o em \u00e9pocas completamente diferentes das que eram! Mudan\u00e7as que est\u00e3o ocorrendo em todas as regi\u00f5es, sul, sudeste e centro oeste. Mas por que essas comunidades est\u00e3o sendo t\u00e3o procuradas para conversar sobre preserva\u00e7\u00e3o ambiental?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cLevantamentos iniciais do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, que ocorreu em 2017 para a elabora\u00e7\u00e3o da cartilha (Gest\u00e3o Territorial E Ambiental em Territ\u00f3rios Quilombolas), indicam que nos 279 territ\u00f3rios, que t\u00eam limites definidos por meio de procedimentos oficiais, h\u00e1 predomin\u00e2ncia de 87% de suas \u00e1reas composta por remanescentes de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Al\u00e9m disso, h\u00e1 162 territ\u00f3rios quilombolas sobre 110 \u00e1reas consideradas priorit\u00e1rias para a conserva\u00e7\u00e3o, sendo que 50 destas s\u00e3o classificadas como de import\u00e2ncia extremamente alta para a conserva\u00e7\u00e3o, uso sustent\u00e1vel e reparti\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios\u201d. Respondido!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estas informa\u00e7\u00f5es refor\u00e7am a necessidade da CONAQ, junto \u00e0s cooperativas, associa\u00e7\u00f5es quilombolas e parceiros, de criar uma alternativa para a elabora\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica p\u00fablica que reconhe\u00e7a a contribui\u00e7\u00e3o das comunidades quilombolas para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e os apoie na gest\u00e3o de seus territ\u00f3rios, a partir dos seus conhecimentos, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade e dos modos de vida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse sentido, a busca da sustentabilidade ambiental deve ser trabalhada de forma conjunta com a social e econ\u00f4mica de uma agricultura familiar diversificada e com especificidade de biomas, a CONAQ neste projeto precisa mapear essas experi\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 sabido que a maioria das comunidades quilombolas vivem da agricultura familiar, do agroextrativismo e da pesca. No Brasil, a agricultura familiar \u00e9 respons\u00e1vel por 70% dos alimentos que v\u00e3o \u00e0 mesa dos brasileiros (IBGE, 2006). Por meio de diferentes formas de manejo, saberes e pr\u00e1ticas tradicionais, mesmo com essa mudan\u00e7a no clima, as comunidades quilombolas historicamente garantiram o uso, a manuten\u00e7\u00e3o e a adapta\u00e7\u00e3o de uma diversidade de esp\u00e9cies, isto pode ser visto na riqueza do extrativismo, da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, das esp\u00e9cies medicinais e florestais na diversidade dos bancos de sementes existentes nos quilombos. Estes sistemas produtivos potencializam formas da economia solid\u00e1ria e do etnodesenvolvimento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por tanto, a experi\u00eancia sobre o modo de produ\u00e7\u00e3o dos quilombolas tem v\u00e1rias dimens\u00f5es, que faz, pensar e agir a partir do seu tempo, a agricultura quilombola est\u00e1 se adaptando a chamada emerg\u00eancia clim\u00e1tica ou mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi preciso criar alternativas para que a agricultura familiar quilombola, atrav\u00e9s de experi\u00eancias nos estados, compreendesse que \u00e9 preciso se adaptar e recuperar os modelos tradicionais, com a jun\u00e7\u00e3o da tecnologia e utilizando a ci\u00eancia dos Gri\u00f4s, para entender que estamos em \u00e9poca emergente e que o planeta pede socorro! Dessa forma,\u00a0 deixando de lado os pacotes oferecidos pelo mercado do \u201cAgrot\u00f3xico\u201d, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver uma agricultura sustent\u00e1vel, para a recupera\u00e7\u00e3o das nascentes, para a preserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, fazendo corredores ecol\u00f3gicos, e para produzir alimento agroecol\u00f3gico, preservar e recuperar a fauna e flora, dentro dos princ\u00edpios de agricultura climaticamente inteligente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Experi\u00eancia dos territ\u00f3rios quilombolas do ES<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Saindo da contextualiza\u00e7\u00e3o nacional, onde as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas atingem todos os territ\u00f3rios quilombolas nos 26 estados da Federa\u00e7\u00e3o e biomas. Compartilho algumas a\u00e7\u00f5es e resultados de experi\u00eancia, com essa tem\u00e1tica, no bioma em que vivo, no Territ\u00f3rio Sape do Norte.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Informa\u00e7\u00f5es sobre as boas pr\u00e1ticas da agricultura familiar quilombola e as a\u00e7\u00f5es de interlocu\u00e7\u00e3o na mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o a resist\u00eancia da agricultura familiar para contrapor os grandes monocultivos de eucalipto que existem em todas as 32 comunidades quilombolas. Como citei, o bioma mata atl\u00e2ntica \u00e9 um dos mais prejudicados, onde sua \u00e1rea de cobertura do solo \u00e9 de apenas 12,4%, mas que, originalmente, cobria uma \u00e1rea superior a 1,3 milh\u00e3o km\u00b2, distribu\u00edda ao longo de 17 estados brasileiros, que iam desde o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.<\/span><\/p>\n<p>Entretanto, t\u00eam v\u00e1rias experi\u00eancias que t\u00eam dado super. certo nas comunidades quilombolas do Estado do Esp\u00edrito Santo, atrav\u00e9s de projeto que gera renda a partir do reflorestamento das \u00e1reas degradadas. Naturalmente, algumas dessas a\u00e7\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o de renda, s\u00e3o baseados no mercado verde, onde agricultor recebe um valor para continuar preservando. Essas a\u00e7\u00f5es se encontram nas regi\u00f5es sul e serrana do ES, mas n\u00e3o contemplam as comunidades quilombolas, sendo que o an\u00fancio das metas e das \u00e1reas priorit\u00e1rias, bem como, demais informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para participa\u00e7\u00e3o, acontece por meio de edital de convoca\u00e7\u00e3o Seama\/Reflorestar, no segundo semestre de cada ano.\u00a0 S\u00e3o necess\u00e1rios os seguintes documentos: CPF e RG; Comprovante de resid\u00eancia; Certificado de Cadastro do Im\u00f3vel Rural \u2013 CCIR ou outro documento que comprove a posse da propriedade a ser atendida; Certid\u00e3o Negativa de d\u00e9bitos federal, estadual e municipal. O Projeto Reflorestar \u00e9 uma iniciativa do Governo do Estado do Esp\u00edrito Santo e tem como objetivo promover a restaura\u00e7\u00e3o do ciclo hidrol\u00f3gico por meio da conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o da cobertura florestal, com gera\u00e7\u00e3o de oportunidades e renda para o produtor rural, estimulando a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de uso sustent\u00e1vel dos solos.<\/p>\n<p>J\u00e1 na regi\u00e3o norte, onde se encontra a maioria das comunidades quilombolas, a matas nativa deram lugar \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de cana de a\u00e7\u00facar, eucalipto e pastagem, mas que ao mesmo tempo existem experi\u00eancias de agricultura familiar que contrap\u00f5em ao modelo do agroneg\u00f3cio. Essas adapta\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo geridas pela resist\u00eancia de uma agricultura familiar quilombola para a diminui\u00e7\u00e3o dos impactos, ambientais, sociais e econ\u00f4micos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As matas nativas deram lugar \u00e0s planta\u00e7\u00f5es de cana de a\u00e7\u00facar, eucalipto e pastagem, mas que ao mesmo tempo existem experi\u00eancias de agricultura familiar, que continua na resist\u00eancia para a diminui\u00e7\u00e3o dos impactos econ\u00f4micos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas o impacto das mudan\u00e7as do clima ainda \u00e9 muito vis\u00edvel. A cada ano, \u00e9 percebido pelos agricultores a escassez da chuva, as temperaturas, que s\u00f3 aumentam, os grande per\u00edodos de secas e at\u00e9 mesmo as cat\u00e1strofes\u00a0 causada pelas chuvas em \u00e9poca adversas &#8211; bem diferente de\u00a0 d\u00e9cadas atr\u00e1s quando o agricultor preparava a terra para plantio em tal \u00e9poca por ser o m\u00eas das \u00e1guas e tamb\u00e9m utilizava a marca\u00e7\u00e3o da lua como per\u00edodo f\u00e9rtil para germina\u00e7\u00e3o. Essas e outras previs\u00f5es ancestrais est\u00e3o se perdendo na hist\u00f3ria, consequ\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por exemplo, h\u00e1 comunidades que tiveram que alterar suas atividades e fontes principais de renda por conta da seca de uma lagoa. Abandonaram a pesca e intensificaram a cria\u00e7\u00e3o bovina, o que degradou muitas \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o e cobertura do solo.\u00a0 Hoje, na casa de cada agricultor \u00e9 raro n\u00e3o ter um medidor de chuva, alternativa para saber a quantidade de mil\u00edmetro ca\u00eddo na terra, gerando expectativa de uma boa colheita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aqui, com o passar dos anos, os agricultores t\u00eam se adequado e buscado alternativas para enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, para garantir que seu produto chegue nos espa\u00e7os de comercializa\u00e7\u00e3o ou consumidor direto. Como diferencial dos produtos convencionais, perpassa muito do manejo agroecol\u00f3gico, utilizando menos insumos agr\u00edcolas e optando por algumas t\u00e9cnicas praticadas pelo (SAF) Sistema Agroflorestal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os territ\u00f3rios quilombolas do ES est\u00e1 aplicando essas iniciativas para reduzir a temperaturas do clima e garantir produtividade, ainda no primeiro ano, provenientes das esp\u00e9cies anuais (feij\u00e3o, arroz, milho), hortali\u00e7as, adubos verdes (feij\u00e3o-de-porco, guandu, protelaria,) e esp\u00e9cies semiperenes (mandioca, abacaxi, banana, mam\u00e3o), podendo ser comercializadas nos primeiros 3 anos, em m\u00e9dia. A produtividade das culturas anuais e semiperenes diminui \u00e0 medida que ocorre o aumento do sombreamento e competi\u00e7\u00e3o com as esp\u00e9cies lenhosas, que est\u00e3o servidos para estaca de pimenta do reino, cercas, etc.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Estamos com essas iniciativas em 20 associa\u00e7\u00f5es quilombolas dos Territ\u00f3rios Sape do Norte, com projeto e parceria de empresas privadas, ongs e algumas iniciativas pr\u00f3prias dos agricultores.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto:\u00a0 Ecam\/CONAQ Emerg\u00eancia clim\u00e1ticas pela experi\u00eancia quilombola\u00a0 Nos \u00faltimos anos, n\u00e3o passou uma semana sem que a comunidade cient\u00edfica trouxesse novos fatos e proje\u00e7\u00f5es sobre o agravamento e a acelera\u00e7\u00e3o das crises ambiental global. 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