{"id":730,"date":"2016-03-15T17:13:21","date_gmt":"2016-03-15T17:13:21","guid":{"rendered":"http:\/\/dupladinamica.com.br\/?p=730"},"modified":"2016-03-15T17:13:21","modified_gmt":"2016-03-15T17:13:21","slug":"novas-tecnologias-e-povos-tradicionais-levantando-os-dados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/noticias-e-editais\/noticias\/novas-tecnologias-e-povos-tradicionais-levantando-os-dados\/","title":{"rendered":"Novas Tecnologias e Povos Tradicionais: levantando os dados"},"content":{"rendered":"<p>Fazer a gest\u00e3o de Territ\u00f3rios exige um trabalho complexo. Requer levantamentos de dados, vigil\u00e2ncia e mecanismos de monitoramento. O uso aplicado de tecnologias pode dinamizar esse trabalho. Esta \u00e9 a ideia do projeto Novas Tecnologias e Povos Tradicionais: discutir\u00a0o uso aplicado dessas tecnologias em atividades de\u00a0 monitoramento e mapeamento de \u00e1reas protegidas, contribuindo para a defesa do territ\u00f3rio dos povos da floresta.<\/p>\n<p>O projeto \u00e9 resultado de <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/intl\/pt-BR\/earth\/outreach\/stories\/surui.html\" target=\"_blank\">uma\u00a0parceria<\/a> entre a Associa\u00e7\u00e3o do Povo Paiter Suru\u00ed Metareil\u00e1 e a\u00a0Google Earth\u00a0Solid\u00e1rio. Tamb\u00e9m s\u00e3o parceiros a Associa\u00e7\u00e3o de Defesa Etnoambiental (Kanind\u00e9), o Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Amazonas (Idesam) e a Equipe de Conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia (Ecam). Apoiam a iniciativa Natura, Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares e Porto Velho + Sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Vasco van Roosmalen, presidente da Ecam, lembra que \u201cos resultados esperados do programa s\u00e3o focados em poder fortalecer as comunidades tradicionais e as institui\u00e7\u00f5es que trabalham com eles, aumentando as suas capacidades na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e seus pr\u00f3prios processos de gest\u00e3o cultural e ambiental. A tecnologia poder\u00e1 contribuir na visibilidade das iniciativas, como tamb\u00e9m fortalecer a capacidade desta gest\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A primeira<a href=\"https:\/\/ecam.org.br\/en\/google-earth-e-os-povos-da-floresta-compartilhando-novas-tecnologias\/\" target=\"_blank\"> I Oficina<\/a> do projeto ocorreu em Porto Velho, em dezembro de 2015.\u00a0A pr\u00f3xima Oficina j\u00e1 est\u00e1 agendada para junho de 2016. Nesse intervalo, os participantes v\u00e3o seguir seus trabalhos, planejando as a\u00e7\u00f5es e realizando levantamentos.<\/p>\n<p>Nos dias 5 e 6 de mar\u00e7o, ocorreram dois encontros em Rond\u00f4nia. Um em Cacoal e outro em Porto Velho. Participantes da I Oficina, que residem no estado, puderam se reencontrar para tirar d\u00favidas sobre o trabalho que devem realizar em campo. Para os participantes que residem em outros estados, este acompanhamento est\u00e1 sendo feito individualmente, tanto com visitas, quando poss\u00edvel, ou com contato via telefone.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 fundamental treinar o uso das ferramentas no dia a dia, pois \u00e9 com a pr\u00e1tica que os cursistas passam a dominar essas novas tecnologias. As atividade dos dias 05 e 06 de mar\u00e7o foram essenciais para essas pr\u00e1ticas, pois conseguimos relembrar as ferramentas e tirar algumas d\u00favidas sobre elas. Al\u00e9m disso, o acompanhamento nessa etapa inicial do projeto \u00e9 importante para termos o retorno com sugest\u00f5es de melhoras das ferramentas para o uso de cada comunidade de acordo com seu contexto\u201d aponta Meline Cabral, ge\u00f3grafa da Ecam.<\/p>\n<p><strong>Saiba como alguns dos participantes est\u00e3o organizando o seu trabalho:<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Pelot\u00e3o de Pol\u00edcia Ambiental de Rond\u00f4nia<\/strong><\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o participou da I Oficina com dois representantes. Dentre outras fun\u00e7\u00f5es, o Pelot\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pelo registro de ocorr\u00eancias ambientais. H\u00e1 algum tempo todas as ocorr\u00eancias registram a coordenada geogr\u00e1fica do local da infra\u00e7\u00e3o ou fiscaliza\u00e7\u00e3o. Foi justamente a partir da\u00ed que surgiu a ideia do projeto que est\u00e3o desenvolvendo.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s a participa\u00e7\u00e3o na Oficina, no curso de mapeamento cultural, iniciei um projeto com vistas a cadastrar todas as ocorr\u00eancias e respectivas fotos dentro do <em>Google Earth<\/em>, de forma a gerar mapas onde possam ser observados, de forma din\u00e2mica, os locais com maiores \u00edndices de ocorr\u00eancias e os respectivos crimes de maior relev\u00e2ncia em cada regi\u00e3o. Desta forma, o comando pode organizar de maneira mais eficaz o combate aos il\u00edcitos ambientais. \u00c9 importante salientar tamb\u00e9m que sem os equipamentos doados pela Ecam\/Google n\u00e3o seria poss\u00edvel iniciar este projeto\u201d, conta S\u00e9rgio Ricardo de Castilho, Policial Militar Ambiental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os Temb\u00e9<\/strong><\/p>\n<p>A Terra Ind\u00edgena Alto Rio Guam\u00e1 (TIARG), localizada no estado do Par\u00e1, tem cerca de 280.000 hectares. Eligar Temb\u00e9 e Raimundo Leonildo Temb\u00e9, que vivem na TIARG, estiveram na I Oficina. De volta \u00e0 Terra Ind\u00edgena, foi realizada uma reuni\u00e3o em fevereiro, para compartilhar o que foi discutido em Porto Velho e mostrar para a comunidade alguns levantamentos j\u00e1 realizados na TIARG, com o uso das ferramentas aprendidas no curso. Eligar Temb\u00e9 conseguiu registrar \u00e1rvores tombadas por madeireiros e tirou alguns pontos no GPS e fotos, com o intuito de encaminhar para as institui\u00e7\u00f5es governamentais respons\u00e1veis pela fiscaliza\u00e7\u00e3o na terra ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o de fevereiro tamb\u00e9m foi poss\u00edvel pensar como dar continuidade \u00e0 atividade. \u00a0Os levantamentos em campo devem ser feitos em conjunto com as expedi\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia, com os Agentes Ambientais Ind\u00edgenas. Outro encontro em maio, na pr\u00f3pria TIARG, promover\u00e1 atividades de capacita\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m contar\u00e1 com mais um momento para tirar d\u00favidas sobre o projeto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os Cinta Larga<\/strong><\/p>\n<p>Diogo Cinta Larga tamb\u00e9m participou da I Oficina. Ele \u00e9 da Terra Ind\u00edgena Cinta Larga, que fica localizada entre o sul dos estados Rond\u00f4nia e Mato Grosso. Possui dois milh\u00f5es e setecentos mil hectares, divididos em quatro Terras Ind\u00edgenas: Roosevelt, Parque Aripuan\u00e3, Aripuan\u00e3 e Serra Morena. Como para os Temb\u00e9, fazer a gest\u00e3o de seu territ\u00f3rio \u00e9 uma tarefa primordial.<\/p>\n<p>Diogo escreveu um depoimento sobre o trabalho que vem realizando. E fez quest\u00e3o de escrever primeiro em Tup Monde:\u00a0 \u201cUun seranga Diogo Ma\u00e3m Cinta Larga waa. Uun m\u00e1nga ngubaa Curso de Oficina de Novas Tecnologia e Povos Ind\u00edgenas, m\u00e1ngaa maannga m\u00e0\u00e1 e\u00e9tee sakannii akubaa Mapeamento Cultural k\u00e1 maanna. Wereba tee tupare m\u00e3\u00e2, weatinnii t\u00fasannii mene ting weejxu m\u00e1nga waabaa ee mare m\u00e1nga; tukalaa kuj kiuum miliweej kaj, maamngaap ka kie, puu AA jame Ka kiuum, t\u00fapare manduul K\u00ee mene \u00edxu tingi m\u00e0ngae kaalaa ee mbere m\u00e1ngaa. Je Google Earth s\u00e1e ngyjjpa pangalaa ijata pangaj je makii kinnaapua ODK mie makia, e\u00e9na meneka panzea pangalaa nembi ikinni\u00e2 kii\u00e1, aum e\u00e9na tetea, wereba tee pambare matuu pam\u00e1ngee wetaparapia. Aabea m\u00e0ngee Google K\u00ee\u00e3, Ecam eka \u00e9 Kanind\u00e9 pinna eka kia ma\u00e3j, kaja, wereba teee we pereambakaweej je umakubaak Kaja\u201d.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o entendeu, Diogo tamb\u00e9m deixou a tradu\u00e7\u00e3o: \u201cEstou participando do Curso de Oficina de Novas Tecnologias e Povos Tradicionais, sou cursista do curso de Mapeamento cultural e meu objetivo \u00e9 mapear \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, ca\u00e7a e pesca, \u00e1reas de castanhas e frutas nativas, locais sagrados, aldeias e suas infraestruturas, e zona de turismo e a ideia de mostrar o melhor da terra como o conhecimento tradicional e cultural. O Google Earth s\u00f3 vem nos ajudar atrav\u00e9s de monitoramento da terra com ODK, para que possamos defender os limites territoriais, den\u00fancias de invas\u00f5es e retirada de recursos naturais e n\u00e3o s\u00f3 monitorar e mostrar tamb\u00e9m a cultura do meu povo. E agrade\u00e7o ao Google, Kanind\u00e9, Ecam e parceiros pela oportunidade de fazer parte desse treinamento\u201d.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fazer a gest\u00e3o de Territ\u00f3rios exige um trabalho complexo. Requer levantamentos de dados, vigil\u00e2ncia e mecanismos de monitoramento. O uso aplicado de tecnologias pode dinamizar esse trabalho. Esta \u00e9 a ideia do projeto Novas Tecnologias e Povos Tradicionais: discutir\u00a0o uso aplicado dessas tecnologias em atividades de\u00a0 monitoramento e mapeamento de \u00e1reas protegidas, contribuindo para a [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-730","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/730","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=730"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/730\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=730"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=730"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ecam.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=730"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}