Por Ecam
Embaixada do Reino dos Países Baixos Reúne Lideranças para Lançar Estudo sobre Inserção do Agro Brasileiro no Mercado de Carbono
A Embaixada do Reino dos Países Baixos realizou, na manhã desta quarta-feira (2), um café da manhã na Residência Oficial, em Brasília, para o lançamento do estudo “Oportunidades e Desafios para a Inserção do Agro Brasileiro no Mercado de Carbono”. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Ecam e a ReSeed, reuniu representantes de diversas instituições públicas e privadas comprometidas com o avanço da economia de baixo carbono no país.
O evento contou com a presença de autoridades parlamentares e de representantes do setor produtivo e da sociedade civil, reforçando a relevância do tema em um momento estratégico para o Brasil. Participaram, entre outros, o chefe de Gabinete do deputado Pedro Lupion (presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária), Luís Fernando; o assessor do deputado Arnaldo Jardim, Ziraldo Santos; e o assessor do deputado Aliel Machado, Rogério Vilela, relator da Lei do Mercado de Carbono, sancionada em dezembro de 2024.
Durante a abertura, o chefe do Departamento Agrícola da Embaixada, Paul van de Logt, destacou o compromisso histórico dos Países Baixos com o fortalecimento de parcerias que aproximem inovação, sustentabilidade e agricultura. “Este estudo nasce da convicção de que o agro brasileiro pode ter uma posição de liderança global, mas para isso precisamos garantir segurança técnica, transparência e mecanismos de incentivo que contemplem também os pequenos e médios produtores. O mercado de carbono é uma oportunidade de transformação, e estamos muito satisfeitos em contribuir com este diálogo”, afirmou.
O documento lançado consolida diagnósticos e análises sobre os principais fatores que podem favorecer ou dificultar a participação do agro brasileiro no mercado voluntário de carbono, especialmente após a aprovação da Lei nº 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e retirou o setor agropecuário do mercado regulado. O estudo também traz exemplos de iniciativas que já estão em andamento, como projetos de valorização de créditos de carbono gerados por pequenos produtores de cacau no Pará e de erva-mate no Sul do país.

Para Vasco Rosmallen, CEO da ReSeed, o estudo é um convite à ação: “O agro brasileiro já entrega serviços ambientais todos os dias, e isso precisa ser reconhecido de maneira concreta. Pequenos e médios produtores têm um papel decisivo na regeneração ambiental e na conservação dos estoques de carbono. O que apresentamos aqui é um ponto de partida para que essas práticas sejam valorizadas e remuneradas de forma justa. Este trabalho é fruto de uma construção coletiva, e esperamos que ele sirva como referência para decisões estratégicas nos próximos anos.”
O encontro também reforçou o caráter colaborativo da iniciativa, que envolveu diálogos com especialistas, representantes de entidades setoriais e parlamentares. Durante o evento, foi ressaltada a importância de que o Brasil chegue à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontecerá em novembro deste ano em Belém do Pará, com propostas estruturadas e experiências concretas que possam posicionar o país como protagonista no debate climático.

O chefe de Gabinete do deputado Pedro Lupion, Luís Fernando, destacou que a Frente Parlamentar da Agropecuária acompanha de perto as discussões e reconhece a relevância de construir soluções de mercado que dialoguem com a realidade do produtor rural brasileiro. Também marcaram presença o assessor Ziraldo Santos, representante do deputado Arnaldo Jardim, e Rogério Vilela, assessor do deputado Aliel Machado, que relatou o Projeto de Lei do Mercado de Carbono, e reforçou o compromisso do Congresso em avançar na regulamentação do tema.
O café da manhã foi encerrado com uma mensagem de mobilização: a necessidade de transformar conhecimento técnico e experiências regionais em políticas públicas, investimentos e oportunidades que beneficiem toda a cadeia produtiva.

O estudo completo será disponibilizado gratuitamente a entidades, parlamentares e empresas interessadas em contribuir para uma transição justa e efetiva do agro brasileiro rumo à economia de baixo carbono.



